terça-feira, 5 de junho de 2012

Exposição fotográfica revela o Terecô e a Magia dos Tambores da Mata Codoense

Foto: Divulgação



Fotógrafo Márcio Vasconcelos expõe trabalho sobre Terecô na Casa de Nhozinho

Terecô é a denominação dada à religião afro-brasileira tradicional de Codó – uma das principais cidades maranhenses, localizada na zona do cerrado, na bacia do rio Itapecuru, a mais de 300 km de São Luís. É também conhecido por “Encantaria de Barba Soêra” ou Bárbara Soeira (entidade sincretizada com Santa Bárbara) e por Tambor da Mata, ou simplesmente Mata (em alusão à sua origem rural ou para diferençá-lo da Mina surgida na capital). 

Embora o Terecô tenha se originado de práticas religiosas de escravos das fazendas de algodão de Codó e de suas redondezas, sua matriz africana é ainda pouco conhecida. Apesar de exibir elementos jeje e alguns nagô, sua identidade é mais afirmada em relação à cultura banto (angola, cambinda) e sua língua ritual é, principalmente, o português. 

Geralmente no Terecô os pais e mães de santo são também curadores, embora existam na região “raizeiros”, preparadores de “mezinhas”, que são ali mais conhecidos por “cientistas” (doutores do mato) do que por terecozeiros, macumbeiros ou umbandistas. Em Codó, tanto no passado como na atualidade, alguns terecozeiros ficaram também famosos realizando “trabalhos de magia” por solicitação de clientes ávidos de vingança, de políticos, ou de outras pessoas dispostas a pagar por eles elevadas somas, o que lhe valeu a fama de “terra do feitiço”. Afirma-se que nesses “trabalhos” e práticas terapêuticas os terecozeiros associam à sabedoria herdada de velhos africanos, conhecimentos indígenas, práticas do catimbó, da feitiçaria europeia e que também se apoiam no Tambor de Mina, na Umbanda e na Quimbanda. 

No Terecô, como no Tambor de Mina, as entidades espirituais são organizadas em famílias sendo a maior e mais importante a da controvertida entidade espiritual Légua Boji Boá da Trindade, apresentado em Codó como “príncipe guerreiro”, filho de Dom Pedro Angassu (conhecido em São Luís como o “representante de Xangô na Mata”) e como “preto velho angolano”. Légua Boji é também apresentado em terreiros da capital maranhense como vodum cambinda (Casa das Minas-Jeje), ou como um misto de Légba (Exu) e do vodum jeje Poliboji.

Embora no Terecô sejam cultuados voduns africanos jeje-nagô (como Averequete, Sobô, Ewá), muito conhecido no Tambor de Mina da capital, os transes ocorrem principalmente com “voduns da Mata”. É bom lembrar que, não obstante ser o Terecô um culto afro-brasileiro, nele as práticas curativas são muito desenvolvidas. Tudo indica que o Terecô se organizou primeiro em povoados negros de Codó e de municípios vizinhos, mas só se tornou mais conhecido depois que se desenvolveu na cidade de Codó. Segundo Costa Eduardo, em 1943, no povoado de Santo Antônio dos Pretos, o Terecô era mais conhecido por Pajé ou por Brinquedo de Santa Bárbara.

Durante algum tempo acreditamos que a palavra Terecô poderia ter se originado da imitação do som dos tambores da Mata (“terêcô, terêcô, terêcô”), em virtude de não havermos encontramos nem Codó e nem em São Luís uma definição etimológica paralela. Mais recentemente a antropóloga e linguista baiana Yeda Pessoa de Castro esclareceu que ela pode ser de origem banto e ter sido derivada de “intelêkô” e ter o mesmo significado que Candomblé.

A memória dos codoenses registra uma fase inicial do Terecô em que os negros das fazendas de algodão do Município de Codó realizavam seus rituais religiosos na “mata do coco babaçu”, longe da vista dos senhores, em seguida, após a abolição da escravatura, quando os negros da cidade realizavam seus rituais às margens da Lagoa do Pajeleiro, às escondidas da polícia, com quem entravam frequentemente em conflito. Contudo, analisando-se os relatórios da Missão Folclórica, criada por Mário de Andrade, que percorreu o Norte e Nordeste no final da década de 30, a “linha de Codó” já marcava sua presença em terreiros de Mina de São Luís (Maximiana), de Belém (Sátiro), e que surgiu no Pará com o nome Babassuê.

Embora muito temidas, as entidades do Terecô são depositárias de grande confiança e encaradas como defensoras pelos terecozeiros.

Mundicarno Ferretti
Antropóloga

O Exposição

Levando em consideração a importância e o misticismo da cidade de Codó (MA) dentro do culto à religião de matriz africana, que nesta região ganhou a denominação de Terecô, e a grandiosidade da maior festa da umbanda do Maranhão, promovida pelo Mestre Bita do Barão de Guaré, o Projeto “Terecô – a Magia dos Tambores da Mata Codoense” tem como objetivo realizar uma pesquisa e uma documentação fotográfica, sob a forma de um ensaio artístico, durante todo o ciclo do Festejo dos Santos e Orixás da Tenda Espírita de Umbanda Rainha Iemanjá de propriedade do sacerdote citado, um dos mais influentes babalorixás do Maranhão e que acontece anualmente no mês de agosto em Codó, autodefinida como a “capital mundial da feitiçaria”.

Além do Terreiro do Mestre Bita serão também pesquisados e fotografados rituais e celebrações em outros templos de semelhante importância dentro deste culto afro maranhense, tais como as casas de Maria do Santo, Domingos Paiva, Aluízio Mota e, no povoado quilombola de Santo Antônio dos Pretos, o terreiro de Irene e Ivone Moreira, que no dia dedicado a Santo Antônio promove uma grande festa em homenagem ao padroeiro do lugar.


O Fotógrafo

MárcioVasconcelos, fotógrafo profissional  independente há mais de 20 anos e há quase uma década vem se dedicando a registrar as manifestações da Cultura Popular e Religiosa dos afro-descendentes no Estado do Maranhão.
          
Autor do projeto Nagon Abioton – Um Estudo Fotográfico e Histórico sobre a Casa de Nagô, aprovado na Lei Rouanet e no Programa Petrobras Cultural/2009, editado na forma de livro sobre um dos terreiros mais antigos do Tambor de Mina no Maranhão.

Vencedor do 1º Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras/2010 (Fundação Cultural Palmares/Petrobras) com o projeto Zeladores de Voduns do Benin ao Maranhão. Exposição Fotográfica que mostra as semelhanças entre Sacerdotes de culto a voduns na África e no Brasil.

Selecionado para leitura de portfólios no Trasatlantica/PhotoEspaña 2012 com o projeto Zeladores de Voduns do Benin ao Maranhão.

Vencedor do XI Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia com o projeto Na Trilha do Cangaço – Um Ensaio pelo Sertão que Lampião pisou.
          
Finalista do Prêmio Conrado Wessel 2011 com o projeto Na Trilha do Cangaço – Um Ensaio pelo Sertão que Lampião pisou.

Serviço:
Terecô – A Magia dos Tambores da Mata Codoense
Exposição Fotográfica de Márcio Vasconcelos
Projeto aprovado no Edital Universal de Apoio a Cultura Maranhense

Local: Casa de Museu Casa de Nhozinho
Rua Portugal, 185 – Centro Histórico -  São Luís – MA - (98) 3218-9951
Visitação: Terça a domingo, 9h às 18h

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Mochilão de Julho – Espírito Desbravador e Aventureiro

Mochilas e tênis - um estilo de vida

Se tudo der certo, neste fim de mês começa o quarto Mochilão de Julho. Será o quarto em quatro anos consecutivos. O Mochilão, de uma forma geral consiste em uma viagem por vários lugares com a mochila na costa, sem o contrato de um roteiro com agência turística para reservar hotéis, pousadas e passeios em grupo com guia de viagem. Significa, enfim viajar ao sabor da aventura intuitiva de desbravar o desconhecido com algumas informações e pouco dinheiro no bolso.

No primeiro ano eu e Angela, minha esposa, apaixonados por viagens, mochilamos pelo Rio de Janeiro e Sâo Paulo, incluindo cidades litorâneas do interior. O mote havia sido a Festa Literária de Paraty.  Antes disso, tínhamos feito juntos outros mochilões mais curtos pelo Piauí (Encontro dos Rios em Teresina, Parque Nacional de Sete Cidades, Cachoeira do Urubu e Parnaíba) e Ceará (Parque Nacional Serra de Ubajara, Viçosa do Ceará, Tiaguá, Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga) além de vários destinos no Maranhão.
Museu do Licor, Viçosa do Ceará. (2009)

O curioso é que ambos, antes de nos conhecermos, já tínhamos mochilões bem surrados pelos bagageiros de ônibus e esteiras de aeroportos. Angela já havia andado pelo Rio, Ceará, Bahia e Pará. E eu havia viajado bastante pelo Maranhão, além de vários lugares do Brasil e a rota dos Descobrimentos Portugueses em Portugal (2009).

No segundo Mochilão de Julho, saímos em lua de mel de São Luís para Porto Alegre com uma escala em Florianópolis. Alguns dias na capital gaúcha e seguimos de ônibus para o Uruguai (Punta del  Leste, Montevideo e Colonia del Sacramento). Não sabíamos nada de espanhol  - aprendemos o que era desayuno no café da manhã do ônibus.
Santiago, Chile. (2010)

Sem nos intimidar com as barreiras culturais fomos indo em direção a Buenos Aires onde passamos muito sufoco para comer: “tengo fome!”, dizia ao invés do correto “tengo hambre”, fora os falsos cognatos usados inadequadamente. Media luna, tango, parrillada e lá vamos nós atravessando a Cordilheira dos Andes, passando pelo gelado Aconcágua em direção ao Chile. A neve, Santiago, Val Paraíso, Vinã del Mar e o ouvido um pouco mais treinado  para o idioma local, o diálogo portunhol fluindo e a crescente convicção de começar a estudar e aprender a língua para explorar o vasto continente sul-americano. Estavam definidos os próximos destinos.

Voltamos para o Brasil pela Serra Gaúcha (Gramado, Canela, Bento Gonçalves, Farroupilha, Carlos Barbosa) e para o calor do Maranhão. Um ano de planejamento lendo guias, mapas, relatos de outros viajantes, assistindo documentários para formatar a segunda parte do Mochilão para América do Sul andina: Bolívia e Peru, e ainda o Paraguai.

Em julho de 2011 saímos de São Luís para Campo Grande de avião, e de lá para Corumbá, atravessando o Pantanal sul mato-grossense de ônibus intermunicipal. De ônibus municipal seguimos até a fronteira da Bolívia cruzada a pé. De táxi até a estação de trem de Quijarro. E lá estávamos nós no mítico Trem da Morte. Nele, seguimos pela Bolívia até Santa Cruz de la Sierra, depois de ônibus até a altitude de La Paz e o lago Titicaca em  Copacabana. Atravessamos para o Peru, Puno (Ilhas Flutuantes de Los Uros), Cuzco, Machu Picchu e o Vale Sagrado dos Incas.
Ilhas flutuantes dos índios Uros, Puno, Peru. (2011)

De volta à Bolívia visitamos a tranqüila Sucre e a histórica mina de Potosí. Até voltar a La Paz, seguir por Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra de novo. Entramos no Paraguai de avião aproveitando o baixo valor das passagens aéreas bolivianas, para de ônibus novamente cruzar a fronteira brasileira até Foz do Iguaçu. De avião finalmente o retorno para São Luís via Curitiba.

Quando se pega o gosto de viajar ao sabor do vento, mesmo que somente durante um mês de férias ou até mesmo um feriado prolongado é impossível parar, coisa de vício mesmo. Não é uma atividade barata, e às vezes as viagens longas de ônibus e as conexões aéreas são muito cansativas. É preciso muita persistência e força de vontade para manter um projeto durante o ano inteiro. Tudo é uma questão de escolha, foco e economia.

A motivação dos Mochilões geralmente é histórica e cultural com visita a patrimônios históricos e museus, mas sem deixar de aproveitar praias ou outras atividades de aventura. Somos um casal essencialmente diurno, o que nos permite focar nos pontos de interesse da viagem. Tudo é registrado na Nikon d 5000 ou numa portátil (mais discreta que usamos em lugares com maior risco de assalto). O material é compartilhado pelo tuíter e agora também facebook  instantaneamente onde há conexão wi-fi durante a viagem e depois viram postagens do blog Marcus Histórico  e do álbum do Flickr.
Compartilhando a viagem na internet. (2011)

Este ano a subida do dólar ameaça o roteiro que foi pensado no final do Mochilão passado. As passagens foram compradas em dezembro do ano passado. Começamos num roteiro aéreo São Luís-Boa Vista e de lá vocês terão que nos seguir para saber no que vai dar. Às vezes, tudo tá na cabeça e no papel e de repente muda: aquela cidade, aquele país, aquela trilha, aquela praia, aquele museu...

O que não muda é espírito desbravador e aventureiro que sempre fala mais alto. Sempre perguntam: qual a melhor cidade? O melhor lugar? E sempre respondo:  - o próximo! Posso dar dicas e recomendações de vários lugares, mas o próximo destino é sempre o melhor.

Fica a dica: leia e inspire-se. Fim de junho começa o Mochilão. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Aproveitando Paraty ao Máximo

Tenda dos autores Flip 2009. fotos: Marcus Saldanha

A partir desta segunda-feira, 04 de junho começa a correria pela internet para garantir os ingressos para a programação da Festa Literária Internacionalde Paraty - Flip que acontece de 4 a 8 de julho. Senão a melhor, a mais badalada do Brasil. Serão palestras, shows, saraus, lançamento de livros...A dinâmica se repete já alguns anos: 5 dias de palestras das 10:30 às 22 hs  (você não vai conseguir assistir a todas), um show de abertura, mais um durante a semana e um encerramento com a cidade já vazia.

Você pode investir 40 reais para conseguir assento na Tenda dos Autores onde ficam os palestrantes e um público, digamos - privilegiado. Uma opção mais barata é ficar na Tenda do Telão e pagar apenas 10 reais para ver as palestras, mas sem a opção de interagir com os autores. E No final de cada bate papo, todos correm para a fila dos autógrafos perto da Livraria da Vila.

Enquanto isso, na Casa de Cultura rolam bate papos e exibições de vídeos e filmes, pelas ruas algumas intervenções poéticas com a devida autorização da prefeitura, a Flipinha na Praça da Matriz para a criançada, a Flipzona para os adolescentes e a OffFlip nos restaurantes, bares e sebos para os descolados.

A Flip muda a rotina da cidade, que atualmente tem um calendário cultural interessante envolvendo uma parte dos moradores e atraindo muitos artistas e turistas durante os eventos. Porém, não será surpresa assistir a uma passeata de populações indígenas ou quilombolas da região, ou até mesmo ouvir queixa de moradores que não compõem o staff do evento.

Apesar disso é uma festa que vale a viagem num ambiente onde se respira literatura e história,  com clima agradável de julho no Rio de Janeiro. Tente chegar um dia antes para ver toda a montagem da grande estrutura da FLIP e ficar por alguns dias depois, renegociar o preço das diárias e aproveitar uma cidade e praias bem mais vazias e, sobretudo, esticar pelos arredores.

Calçamento pé-de-moleque do centro histórico de Paraty. Foto Marcus Saldanha

Uma cidade para além da Flip

Paraty é uma cidade ligada ao ciclo do ouro e a maçonaria, por lá passaram tropas de viajantes e funcionários régios que levavam o ouro das Minas Gerais em direção ao litoral para enviar para a metrópole portuguesa. É possível fazer uma parte desse Caminho do Ouro (4km da antiga Estrada Real) construído por escravos nos séculos XVII a XIX a partir da trilha dos índios guaianazes no atual Parque Nacional da Bocaina.

Basta seguir na estrada em direção a Penha, 8,5 km na Paraty-Cunha. Você pode comprar o voucher nas agências de turismo da cidade ou no Centro de Informações no local. Ônibus do centro te leva até a entrada por 3 reais, mas demoram muito. A Trilha não é barata, por volta de 20 reais por pessoa e o passeio dura umas 3 horas com guia local e aquela tradicional aula de História.

Ao lado do Centro de Informações do Caminho do Ouro visite o Engenho D´ouro que produz cachaça artesanal envelhecida em barris de carvalho, além de sabores suaves como a cachaça caramelada, misturada ao melado, folhas de tangerina e Gabriela com cravo e canela. A Moenda que funciona como roda d´agua, a casa de farinha e o monjolo movido a água estão em pleno funcionamento. De lá a saída de caminhadas guiadas para a cachoeira do Tobogã.

 Além disso, você pode visitar a Fazenda Murycana do século XVII, parada obrigatória nos séculos passados para o escoamento de mercadorias via Paraty para boa parte do Brasil. Ficou famosa por ter hospedado D. Pedro I e a Marquesa de Santos que lá pernoitavam numa rota comum de viagens que vinham ligava o de Paraty em direção a São Paulo e Minas Gerais pelo Caminho do Ouro.

A Casa Grande onde morava o senhor de engenho no nível superior, escravos e serviçais no nível intermediário e o entreposto onde haviam negociações e cobrava-se o "Quinto" no andar inferior, abriga um museu com acervo um pouco empoeirado e descuidado pelo seu valor histórico, de mosquetões, bacamartes, móveis antigos e utensílios domésticos. Na cozinha é servido um café com açúcar mascavo.

Do museu, siga em direção ao alambique, que está localizado no exato local onde dormiam os escravos. A fazenda ainda oferece razoável estrutura de trilha pela Mata Atlântica, Cavalgadas, tirolesa, arvorismo, cachoeiras, poços e restaurante.

Trilha pelo antigo Caminho do Ouro

Nos arredores do centro existe o morro do forte e um tímido museu que conta a história dos primeiros portugueses que chegaram nessa região chamada de Pequeno Golfo (Lagamar). A vila pertenceu a Angra dos Reis até 1667, viveu a opulência comercial do ciclo do ouro e depois do café e amargou anos de decadência no final do século XIX e XX. A cidade que você vai explorar é Monumento Nacional desde 1966 e candidata ao título de Patrimônio da Humanidade, reconhecimento ao centro histórico com casarios coloniais, ruas num sistema maçônico de divisão de quadras (guias falam na mística do número 33 de ruas e quadras), igrejas e o museu da antiga cadeia, além do pequeno mercado e do porto.

Depois de um longo passeio pelo circuito histórico, garanta com antecedência ingressos no Teatro Espaço para um espetáculo do Teatro de Bonecos do Grupo de Contadores de Estórias dirigido pela família Ribas, reconhecidos nacional e internacionalmente. Apresentação curta e cara (cerca de 60 Reais), mas de tirar o fôlego. Acaba com uma sensação que as miniaturas são humanas e reais.

loja de artesanato na área remanescente de quilombo em Paraty

Turismo étnico – Não deixe de explorar a região sentido BR 101 (Rio-Santos), mas cautela se estiver ao volante – são as famosas curvas. Visite Paraty-Mirim,  local de fundação da cidade. No caminho você reencontra os índios guaranis que olhou vendendo artesanato nas ruas da cidade. Ao passar pela reserva, evite fotografar ou entrar sem um contato e permissão prévia.  Não muito longe dali você visita O Quilombo Campinho da Independência que oferece um tour pela comunidade. Casa de farinha, agrofloresta, trilhas, griós, casa de artesanato, cachoeiras, núcleos familiares, além de restaurante. Tente conversar com o pessoal da comunidade e se interar das questões sociais e festas nos terreiros.

A foto fala por si própria. Foto: Marcus Saldanha

Comidas – A essa altura você já experimentou vários pratos locais a base de peixes, camarão e banana nativa e já visitou restaurantes populares e refinados. Fatalmente ficou algum tempo esperando um lugar (durante a Flip os restaurantes são disputadíssimos) ou ficou o dia inteiro petiscando na praia. À noite, certamente você deixou  a dieta de lado para experimentar os doces vendidos na rua ou o Pasteloni no trailer na esquina da ponte sobre o rio Parequê-Açu. E sobretudo, provou as tradicionais cachaças da terra feito em alambiques locais.
Atenção! Se quer gastar pouco, busque restaurantes fora do centro histórico, lá você encontra self-services a preços populares. 

trilhas moderadas e praias paradisíacas no vilarejo de Trindade.  Foto:Marcus Saldanha

Belezas Naturais – Paraty oferece muito mais que história, são inúmeras ilhas da Baía de Paraty que podem ser exploradas em passeios de escunas com saídas regulares do cais no centro da cidade, opções de mergulho a preços razoáveis  num mar frio, passeios e trilhas por praias paradisíacas e vilarejos no melhor estilo anos 70 ou condomínios de milionários.

As praias urbanas de Jabaquara e Pontal nem de longe são as melhores de Paraty. Nelas você encontra pousadas, albergues, restaurantes e bares.  Para ir mais longe, alugue um carro numa locadora da cidade ou caso não se importe em dividir o ônibus com dezenas de estudantes (eles não estarão de férias durante a FLIP) vai pagar por volta de 3 reais a passagem. Eles saem regularmente da rodoviária com destino a vila de pescadores de  Trindade (Praias do Cachadaço, do Meio, do Cepilho, Fora – há áreas para camping) e Laranjeiras (do Sono, Antigos e Antiguinhos). 

Há muitas outras praias no sentido Paraty-Mirim e Paraty-Angra dos Reis. Apesar da violência que atinge a maioria das cidades brasileiras, não hesite em pedir carona durante a FLIP. É comum os moradores oferecerem para turistas e moradores aquela carona amiga.

Não muito longe - Fechando sua estadia em Paraty não se intimide a explorar outras localidades na região. Você poderá seguir para a pacata e serrana cidade paulista de Cunha (informe-se sobre as condições da estrada, ela já esteve fechada por conta de uma tromba dágua em 2009) para curtir o frio e a vida rural ou seguir em direção ao litoral paulista – Ubatuba, Ilhabela e São Sebastião que ficam no caminho para São Paulo. (Viação Pássaro Marrom)

Quem disse que não é possível um passeio em família que agrade a todos os gostos, desde os mais intelectuais até os mais descolados e aventureiros. Crianças, adolescentes e o casal voltarão com boas recordações de férias em Paraty e região.

# Fincamos bandeira

Em julho de 2009 percorremos Paraty com um Mochilão. Das várias lembranças dessa viagem que começou no Rio de Janeiro e seguiu por Paraty, Ubatuba e São Paulo destaco o anoitecer dentro de um ônibus municipal voltando de Trindade a Paraty. O motorista não se acanhou de desligar as luzes do veículo e parar o ônibus em direção ao mar para que todos desfrutasse o luar. Era lua cheia e aquela atitude inesperada foi uma grande presente a todos os passageiros.

Clique aqui e veja todas as fotos de Paraty no álbum Marcus Histórico no Flickr.




quinta-feira, 31 de maio de 2012

Festejo de Santo Antônio em Barbalha - CE

Festa do Pau da Bandeira
A edição da Festa este ano lembra ainda o centenário de Luiz Gonzaga. Mais de 350 mil pessoas são esperadas para a celebração que encerra dia 13 em grande romaria
 Centenas de homens são necessários para a retirada e transporte do imenso mastro de madeira, onde é hasteada a bandeira de Santo Antônio, em frente à Igreja Matriz, em Barbalha (a 539 km de Fortaleza). É o início de uma das festas populares mais tradicionais do País. A partir deste domingo, dia 3 de junho, são esperadas mais de 350 mil pessoas no município do Cariri cearense para participar das homenagens ao padroeiro da Cidade, Santo Antônio.
Serão onze dias de festejos, de 3 a 13 de junho, que incluem cerimônias religiosas, brincadeiras com a fama casamenteira do santo, apresentações de grupos folclóricos, quermesses, mais de 60 shows no Parque da Cidade e no Centro, além da tradicional romaria de encerramento.
ABERTURA - Antes mesmo do início oficial do festejo, no sábado, dia 2, tem a Noite das Solteironas, uma grande brincadeira com a fama casamenteira de Santo Antônio organizada na Rua da Matriz. Segundo conta-se na região, a mulher solteira que tocar no Pau da Bandeira (ou beber do chá da casca, para os casos mais complicados) consegue um marido em no máximo um ano. E para animar a ala feminina, a partir das 20h30, tem shows com Os Pelejas, Forró Tapera, Val Andrade e Fábio Carneirinho.
 O domingo, dia 03, começa cedo, com a missa dominical às 7 horas da manhã na Igreja Matriz. Antes ainda, os carregadores do Pau da Bandeira já se dirigem para o Sítio São Joaquim, onde o imenso tronco de Jacarandá de 23 metros de comprimento e pesando mais de duas toneladas aguarda desde o dia 17 de maio, quando foi cortada a árvore. Nos ombros, o Pau é carregado por seis quilômetros até a Igreja Matriz, ritual em que os carregadores provam sua devoção ao santo. Em frente à Igreja, por volta das 8 horas, começa a Alvorada Festiva, mobilizando grupos folclóricos da região em uma bela apresentação pelas ruas de Barbalha. A festa se estende por todo o domingo


PROGRAMAÇÃO


 PRIMEIRO DIA -  As apresentações musicais ocorrerão em quatro palcos armados em dois pólos: no Centro de Barbalha e outro no Parque da Cidade. Nos dois locais, as quermesses anunciam à chegada dos festejos juninos, com barraquinhas de comidas e bebidas típicas, bandeirinhas e balões.
 À tarde, a partir das 15 horas, os palcos do Centro recebem o melhor do forró com Ítalo e Renno, Maurício Jorge e Fernandinho e banda, no Palco Largo do Rosário; e, no mesmo horário, Flávio Leandro, Leonardo de Luna e Maninho e banda, no Palco Marco Zero.
 Eles preparam os ânimos para o momento mais esperado da festa: o levantamento do Pau da Bandeira, que acontece a partir das 18 horas, em frente à Igreja Matriz, quando é declarada oficialmente aberta a festa.
 À noite, o esquenta é com o forró pé de serra de Chico Pessoa, a partir das 22 horas, no Parque da Cidade. E depois, ninguém menos que a diva da música nordestina, Elba Ramalho, para coroar a festa. O grupo Cheiro Nordestino encerra essa noite. Na entrada do Parque da Cidade, os organizadores solicitam (01) um quilo de alimento não-perecível, para doação nas instituições da cidade de Barbalha.
 DURANTE A SEMANA - Após um breve descanso, na terça-feira, dia 05, tem homenagem ao rei do baião Luiz Gonzaga, que este ano completaria 100 anos de nascido. Natural de Exu (há 82 km de Barbalha), o mestre Gonzagão foi um dos grandes divulgadores da Festa do Pau da Bandeira. Em seu repertório, ele cantava “Festa de Santo Antônio”, música de autoria de Alcymar Monteiro e João Paulo, dedicada ao festejo de Barbalha.
 A partir das 22 horas, os imortais sucessos de Luiz Gonzaga serão entoados no Parque da Cidade por Jorge Altino, Nando Cordel e pelo sanfoneiro Joquinha Gonzaga, sobrinho de Luiz.
 Quarta-feira, dia 06, é a noite do Forró das Antigas, com shows das bandas Mastruz com Leite e Cavalo de Pau no Parque da Cidade, a partir das 22h. No mesmo horário e local, na quinta-feira, dia 07Jerry Adriani, Zé Orlando e Bartô Galeno prometem embalar os corações apaixonados e esquentar o clima para o sábado, dia 09, quando as bandas Forró Real, Desejo de Menina e Fivela Bronzeada vão colocar todo mundo para dançar.
 E para as crianças uma surpresa: domingo, dia 10, a partir das 18 horas, no Parque da Cidade, tem a dupla de palhaços Patati & Patatá!  Além deles, animam este começo de noite os palhaços Tiago e Risadinha.
 No Paque da Cidade, segunda-feira, dia 11, a programação noturna tem sequência com shows de Léo Magalhães e artistas da região, a partir das 22 horas.  Dia 12, terça, também 22 horas, um dos shows mais esperados: Fábio Júnior apresenta os maiores sucessos de sua carreira. Além dele, a noite conta com o grupo Os Águias.
 O encerramento dos festejos será marcado pela Procissão de Santo Antônio e, à noite, pelo show da banda de música cristã Anjo de Resgate, a parir das 22 horas, no Parque da Cidade.
FESTAS JUNINAS - Afirmando sua tradição junina, após o encerramento da Festa do Pau da Bandeira, nos dias 14, 15 e 16 de junho, Barbalha promove o Festival de Quadrilhas Juninas, com participação de 13 quadrilhas da Cidade, entre grupos adultos e mirins. No ano passado, as primeiras colocadas foram as quadrilhas Verdes Canaviais (adulta) e Nós da Terra (mirim).
 HISTÓRICO - Realizada oficialmente há 84 anos, a Festa do Pau da Bandeira está em processo de tombamento como patrimônio imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) - que já concluiu um relatório a favor.
 A festa foi oficializada em 1928 em homenagem ao padroeiro da Cidade, Santo Antônio. Segundo historiadores, a devoção pelo santo é anterior à fundação de Barbalha e remete a mais de 300 anos atrás, mantida pelos moradores da região.
 Nos anos 1970, apostando na importância cultural do festejo, o então prefeito Fabiano Livônio Sampaio convidou grupos folclóricos, brincantes de reisados e outros folguedos tradicionais e artistas a participarem da festa, transformo-a em uma das mais importantes manifestações populares da região.
 Segundo a tradição, no primeiro dia da Festa de Santo Antônio, às 5 horas da manhã, os devotos vão a um sítio localizado no pé da serra, há 6 km de distância da Igreja Matriz, de onde acompanhados por uma multidão carregam o tronco nos ombros para ser erguido em frente à igreja com a bandeira de Santo Antônio. Os festejos duram duas semanas e são encerrados com procissão em homenagem ao santo.
SERVIÇO:
Festa do Pau da Bandeira de Santo Antonio de Barbalha – De 03 a 13 de junho na cidade de Barbalha (Região do Cariri – Ceará). Mais informações: (88) 3532 5144 / (88) 3532 1708.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Empresas aéreas anunciam vendas antecipadas para agosto e setembro de 2012


O site Melhores Destinos publicou hoje no início da tarde a notícia de venda de passagens aéreas antecipadas de várias companhias para os meses de agosto e setembro de 2012. Uma lista formatada pela manhã indicava os trechos com preços mais em conta. Selecionamos destinos com saída ou chegada nos aeroportos de São Luís e Imperatriz. 

Aracaju – Imperatriz R$ 344 (ida+volta) Tam
Belém – Imperatriz R$ 398 (ida+volta) Tam
Belém – São Luis R$ 153 (ida+volta) Gol
Belo Horizonte – Imperatriz R$ 498 (ida+volta) Tam
Belo Horizonte – São Luis R$ 153 (ida+volta) Gol
Brasília – São Luis R$ 298 (ida+volta) Gol
Florianópolis – São Luis R$ 398 (ida+volta) Tam
Fortaleza – Imperatriz R$ 498 (ida+volta) Gol
Fortaleza – São Luis R$ 262 (ida+volta) Gol
Goiânia – Imperatriz R$ 475 (ida+volta) Gol
Goiânia – São Luis R$ 398 (ida+volta) Tam
João Pessoa – São Luis R$ 434 (ida+volta) Gol
Macapá – São Luis R$ 498 (ida+volta) Gol
Maceió – São Luis R$ 496 (ida+volta) Tam
Natal – São Luis R$ 471 (ida+volta) Gol
Navegantes – São Luis R$ 488 (ida+volta) Tam
Recife – São Luis R$ 198 (ida+volta) Tam
Rio de Janeiro – São Luis R$ 198 (ida+volta) Gol
São Paulo – São Luis R$ 298 (ida+volta) Gol
São Luis – Belém R$ 153 (ida+volta) Gol
São Luis – Belo Horizonte R$ 153 (ida+volta) Gol
São Luis – Brasília R$ 298 (ida+volta) Gol
São Luis – Florianópolis R$ 398 (ida+volta) Tam
São Luis – Fortaleza R$ 262 (ida+volta) Gol
São Luis – Goiânia R$ 398 (ida+volta) Gol
São Luis – Imperatriz R$ 195 (ida+volta) Gol
São Luis – João Pessoa R$ 398 (ida+volta) Gol
São Luis – Maceió R$ 496 (ida+volta) Tam
São Luis – Natal R$ 471 (ida+volta) Gol
São Luis – Navegantes R$ 488 (ida+volta) Tam
São Luis – Porto Alegre R$ 298 (ida+volta) Gol
São Luis – Recife R$ 198 (ida+volta) Tam
São Luis – Rio de Janeiro R$ 198 (ida+volta) Gol
São Luis – São Paulo R$ 298 (ida+volta) Gol
São Luis – Salvador R$ 398 (ida+volta) Gol
São Luis – Santarém R$ 398 (ida+volta) Tam
São Luis – Teresina R$ 144 (ida+volta) Azul
São Luis – Vitória R$ 298 (ida+volta) Gol
Salvador – Imperatriz R$ 439 (ida+volta) Gol
Salvador – São Luis R$ 398 (ida+volta) Gol
Santarém – São Luis R$ 398 (ida+volta) Tam
Teresina – São Luis R$ 144 (ida+volta) Azul
Vitória – Imperatriz R$ 422 (ida+volta) Tam
Vitória – São Luis R$ 298 (ida+volta) Gol

São Paulo pode ser aeroporto de Congonhas, Guarulhos ou Campinas.

Conheça a História da Imigração em São Paulo


Você já conhece o Museu da Imigração em São Paulo? Neste post você terá vários motivos para aproveitar melhor a folga na próxima viagem de trabalho a São Paulo. O metrô te deixa muito perto das compras no Brás e no museu. Além da exposição permanente de fotos, documentos e objetos da antiga hospedaria dos imigrantes que chegavam ao Brasil e depois, dos nordestinos que chegavam a São Paulo, você poderá pesquisar por ancestrais que podem ter passado pelo lugar. Além disso, é possível fazer um rápido, rápido mesmo (dura poucos minutinhos) passeio na antiga Maria Fumaça que levava os imigrantes da capital para o interior. Este final de semana ainda rola a 17a Festa do Imigrante (leia abaixo). Enquanto isso, você pode fazer uma visita virtual a exposição "Cosmopaulistanos: as pessoas, os caminhos, a cidade", que aliás é uma ótima dica para o Museu da imagem e do Som de São Luís, e ainda conferir algumas fotos da nossa passada por lá em 2002.

17ª Festa do Imigrante - SP
Nos dias 27 de maio e 03 de junho de 2012, São Paulo vai celebrar a cultura e as tradições das diferentes comunidades imigrantes que representam a mistura de influências e a diversidade do estado. A 17ª Festa do Imigrante - realização da Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Museu da Imigração do Estado de São Paulo -, acontece das 10h às 16h, no complexo que abrigava a antiga Hospedaria de Imigrantes, no bairro da Mooca.
A tradicional Festa do Imigrante celebra há 16 anos as manifestações culturais, artísticas e gastronômicas de diversas nações que povoam o Estado de São Paulo, além de resgatar a história dos mais de 2,5 milhões de imigrantes que passaram pela antiga Hospedaria dos Imigrantes desde final do século XIX.



Dias: 27 de maio e 03 de junho 
Horário: 10h às 16h 
Local: Arsenal da Esperança – complexo da antiga Hospedaria de Imigrantes
Endereço: Rua Dr. Almeida Lima, 900, Mooca, São Paulo/SP 
Ingresso: R$ 6,00. Estudantes e pessoas com mais de 60 anos pagam 
meia-entrada
INFORMAÇÕES: (11) 3311-7700 / 3311-8075 / 4114-1800 /museudaimigracao@museudaimigracao.org.br
Cosmopaulistanos

Museu da Imigração mapeia “cosmopaulistanos” em exposição virtual.
Mostra virtual interativa é inspirada no livro Cosmópolis, de Guilherme de Almeida, que estreou dia 29 de maio

A partir do dia 29 de maio, o Museu da Imigração, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta a exposição virtual interativa “Cosmopaulistanos: as pessoas, os caminhos, a cidade”. O trabalho é inspirado na obra “Cosmópolis”, de Guilherme de Almeida, publicada em 1962, que reúne uma série de oito reportagens sobre os bairros formados por imigrantes na cidade de São Paulo. Meio século depois, um novo olhar sobre tema poder ser conferido no endereço www.museudaimigracao.org.br/cosmopaulistano.

Mais do que um compilado de histórias e personagens, a mostra é um convite para que os visitantes ajudem a construir uma espécie de “atualização” da obra de Almeida. Longe da realidade da época de seus escritos – no final da década de 1920 –, em que determinados bairros eram redutos de comunidades imigrantes específicas, a exposição se baseia justamente na miscigenação atual das regiões paulistanas.

Ao acessar a mostra virtual, um mapa da cidade se apresenta subdividido nos 96 bairros distritais da capital paulista. É clicando sobre cada um deles que o visitante poderá compartilhar suas histórias, trajetos e memórias por meio do upload de fotos, vídeos e textos, deixando sua experiência registrada em um imenso mosaico de rostos e lugares.  

“Assim como Guilherme de Almeida, que em Cosmópolis se deixa maravilhar pelo nascimento da São Paulo que conhecemos, convidamos a todos a contar suas visões apaixonadas pela cidade, pelos nascimentos, renascimentos, e pela diversidade cultural e paisagística”, explica Marília Bonas, Diretora Técnica do Museu da Imigração.

A exposição virtual dá continuidade à programação preparada pela Secretaria de Estado da Cultura no contexto da Semana Nacional dos Museus, que aconteceu de 14 a 20 de maio com o tema “Cosmópolis: em São Paulo cabe o Mundo”, envolvendo os 18 museus mantidos pelo Governo de São Paulo na Capital e no interior. 

Museu da Imigração
O Museu da Imigração do Estado de São Paulo está em processo de restauro das edificações e implantação de nova exposição de longa duração, com reabertura ao público prevista para o segundo semestre de 2012.


Em seu novo projeto museológico, o Museu da Imigração pretende valorizar ainda mais o encontro das múltiplas histórias e origens e propor ao público o contato com as lembranças daquelas pessoas que vieram de terras distantes, suas condições de viagem, adaptação aos novos trabalhos e contribuição para a formação do que hoje chamamos de identidade paulista.

A história da migração humana não deve ser encarada como uma questão relacionada exclusivamente ao passado; há a necessidade de tratar sobre deslocamentos mais recentes. O novo Museu da Imigração pretende fomentar o diálogo sobre as migrações como um fenômeno contemporâneo, que não se encerra com o fechamento das atividades da Hospedaria, reconhecendo a recepção dos milhões de migrantes atuais e a repercussão deste deslocamento para o estado de São Paulo.

Hospedaria de Imigrantes
Ao desembarcar no Brasil, os imigrantes trouxeram muito mais do que o anseio de refazer suas vidas trabalhando nas lavouras de café e no início da indústria paulista. Nos séculos XIX e XX, os representantes de mais de 70 nacionalidades e etnias chegaram com o sonho de “fazer a América” e acabaram por contribuir expressivamente na história do país e na cultura brasileira. Deles, o Brasil herdou sobrenomes, sotaques, costumes, comidas e vestimentas.

Inaugurada em 1887, a Hospedaria de Imigrantes se tornou a principal hospedagem destinada a abrigar os imigrantes recém-chegados. Foi no antigo prédio da Hospedaria – hoje sede do Museu da Imigração – que os anseios, angústias e expectativas de mais de 2,5 milhões de pessoas se cruzaram entre 1987 e 1978. Ao longo de seus 91 anos, a Hospedaria acolheu e encaminhou os imigrantes aos novos empregos. Para isso, o prédio contava com a Agência Oficial de Colonização e Trabalho. Além de alojamento, disponibilizava farmácia, laboratório, hospital, correios, lavanderia, cozinha e setores de assistência médica e odontológica.

Especialmente na década de 1930, a Hospedaria de Imigrantes passou a acolher também trabalhadores migrantes de outros estados brasileiros. Na década de 1970, perdeu sua função original e em 1978 recebeu pela última vez um grupo de imigrantes coreanos, pouco antes de encerrar suas atividades.

Fonte: Assessoria de imprensa - SEC

Fincamos Bandeira

Em 2002 fiz uma visita de uma tarde inteira ao Museu da Imigração, olha as fotos:

Acervo de objetos do escritório e da enfermaria da antiga hospedaria

Antigas charretes e automóveis

Maria Fumaça, também foi usada nas cenas de Terra Nostra 

Objetos variados que compunham a mobília da hospedaria

Maria fumaça abastecida a lenha

Vagão de primeira classe todo reformado

Painéis como este te fazem voltar para o início do séc. XX

reconstituição de casa dos imigrantes nas fazendas de café 
# Se estiver por perto