quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Exposição Marc Riboud no MHAM



A partir do dia 23 de outubro, o Museu Histórico e Artístico do Maranhão – MHAM, em São Luís, recebe a exposição Marc Riboud. Realizada pela Aliança Francesa de São Luís, a mostra é uma retrospectiva do premiado fotógrafo francês e faz parte das atividades em comemoração dos 50 anos de fundação da Aliança Francesa no Maranhão.

Composta por 51 fotos, de tamanhos variados, datadas de 1953 a 2009, a exposição tem curadoria da Delegação Geral da Aliança Francesa no Brasil. Marc Riboud apresenta, por meio de registros fotográficos, uma visão diferenciada de eventos e lugares diversos, do oriente ao ocidente. Estarão expostas, também, 10 montagens de fotografias feitas por Riboud no Brasil, em 2009, durante suas visitas a Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Desde 2010, a exposição tem passado por diversas cidades do Brasil, como Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, São Paulo, Belém e Curitiba, e foi vista por, aproximadamente, 100 mil pessoas. Em São Luís, a exposição ficará aberta a visitação com entrada gratuita até 29 de janeiro de 2013.

Marc Riboud

Marc Riboud nasceu em 1923 na cidade de Lyon, e realizou suas primeiras fotografias aos 14 anos. De 1945 a 1948, estudou engenharia na Ecole Centrale de Lyon antes de resolver dedicar-se à fotografia.

Em 1953, convidado por Henri Cartier-Bresson e Robert Capa, integrou a equipe da agência Magnum. Em 1955, passando pelo Oriente Médio e o Afeganistão, foi por terra até a Índia, onde ficou um ano antes de ir para a China. Depois de uma estada de três meses na antiga URSS, em 1960, fez a cobertura das independências na Argélia e na África negra. 

Entre 1968 e 1969, realizou reportagens no Vietnã, onde foi um dos poucos fotógrafos a poder entrar. Nos anos 80, viajou regularmente pelo Oriente e pelo Extremo Oriente, realizando exposições em Paris, Londres, Nova Iorque, Beijing, Hong Kong e Bilbao.

Além de fotografias, publicou vários livros sobre a China, o Tibete e o Camboja. Seu trabalho foi exposto em diversos museus. Riboud recebeu, entre outras recompensas, dois prêmios do Overseas Press Club, o Time-Life Achievement, o Lucie Award, o ICP Infinity Award e, recentemente, o Sony World Photography Award.
Serviço
Evento: Exposição Marc Riboud 
Data: 23 de Outubro de 2012 a 29 de janeiro de 2013
Local: Museu Histórico e Artístico do Maranhão – MHAM 
Rua do Sol, nº 302 - Centro – São Luís
Abertura: 23 de Outubro de 2012 às 19h
Entrada gratuita
Classificação etária: livre

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

XIX Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga


Espetáculos de seis estados foram selecionados para o XIX Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga
Espetáculos de companhias teatrais do Ceará, Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte foram selecionados para a Mostra Nordeste do XIX Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, que acontecerá de 08 a 15 de setembro na cidade serrana do Ceará. Foram 80 espetáculos inscritos de 71 grupos de 08 estados do Nordeste e a seleção foi realizada pela comissão composta por Dane de Jade, Rejane Reinaldo e Paulo Victor Feitosa. Durante o Festival, o melhor espetáculo na opinião do público será agraciado com o Troféu Beija-Flor. 
A Mostra Nordeste será composta por:
Ensaio de Casamento (Grupo Teatro em Boa Companhia / BA)
Sebastião (Território Sírius Teatro / BA)
Criaturas de Papel (Bricoleiros Teatro de Bonecos / CE)
Quando as Galinhas Gemem (Grupo Teatro em Película / CE)
Vater (Drão Teatro da (In)constância / MA)
O Deus da Fortuna (Coletivo de Teatro Alfenim / PB)
Anáguas (Cia Oxente / PB)
Cinema (Espaço Muda e Cia Clara de Teatro / PE-MG)
A Lição (Elas & Cia Teatral / RN) 
Serão apresentados cerca de 25 espetáculos teatrais em oito dias de atividades. Além da Mostra Nordeste o XIX FNT terá em sua programação mais quatro mostras, todas com acesso gratuito: Palco Giratório, com espetáculos do projeto de circulação nacional promovido pelo SESC; Programa Arte Retirante,com espetáculos cearenses promovidos pelo Banco do Nordeste; FNT para Crianças, mostra de espetáculos infantis e contação de histórias; e Música no FNT, apresentação de grupos do Projeto Cidade da Arte, da AGUA, e bandas convidadas.
Os espetáculos serão encenados no Teatro Municipal Rachel de Queiroz, no Teatrinho Rachel de Queiroz, Central de Artesanato, Sala e jardins do Mosteiro dos Capuchinhos, Camping Hotel Alto da Serra e nas ruas de Guaramiranga.
No Programa de Formação, o XIX FNT promove nas manhãs do Festival, o Ciclo de Debates, reconhecidamente um dos momentos mais ricos do Festival. Nele, o processo de montagem dos espetáculos da Mostra Nordestes é apresentado pelos grupos, um trio de debatedores faz suas considerações e é aberto debate com a participação do público.
Nesta edição acontece o XI Encontro de Artistas Pesquisadores, com a apresentação de trabalhos acadêmicos, constituindo-se em um momento de troca de conhecimentos no campo das artes cênicas e um forte trabalho de intercâmbio cultural em suas mais diversas expressões.
Às vésperas da 19ª edição, ou seja, há quase duas décadas promovendo o encontro da cena teatral do Nordeste, encenando, pensando, debatendo e difundindo a rica produção cênica, este ano o Festival reúne gestores e pensadores da Cultura noSeminário Cidades Criativas e o Desafio da Sustentabilidade - Bases para o Planejamento Estratégico do FNT Guaramiranga – 20 Anos. Será de 11 a 13, na sede da AGUA. O objetivo é reunir bases para o planejamento do FNT, tendo como foco a discussão sobre os desafios de estruturar e manter cidades criativas que alavancam ações pautadas em eventos de arte e cultura.
O XIX FNT é apresentado pelo Governo do Estado do Ceará e realizado pela Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga – AGUA, com apoio cultural da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará/Secult - Lei Estadual de Incentivo a Cultura, Coelce e Fundação Cultural do Estado da Bahia. São parceiros do Festival: SESC/CE, SEBRAE, Quitanda das Artes,Prefeitura Municipal de Guaramiranga, Universidade Federal da Bahia/PPGAC e Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará (ICA/UFC).
SERVIÇO
XIX Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (FNT) – De 08 a 15 de setembro em Guaramiranga/CE. Informações: (85)3321.1405, (85)8722.2677 e agua@agua.art.br. Site: www.agua.art.br. GRÁTIS.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Guerra e Paz de Portinari em Fortaleza

Murais Guerra e Paz (Cândido Portinari). Dedicado a humanidade pelo artista , presente do governo brasileiro a ONU.

Em maio tive a oportunidade de fruir de perto os murais Guerra e Paz (14m de altura x 10 de largura aprox. totalizando uma superfície de 280 metros quadrados), último e maior trabalho do pintor paulista Cândido Portinari, na ocasião expostos no Memorial da América Latina. A obra faz parte do acervo da ONU nos Estados Unidos e fica exposto em área restrita ao grande público, no Hall de Entrada da Assembleia Geral.

Desde sua produção entre 1952 e 1956 no estúdio do artista, só havia sido exposto no Brasil em 1956 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, antes de ser embarcado para o exterior. Por conta de uma reforma no na sede da ONU em Nova York e a pedido do governo brasileiro o trabalho está cedida para o Projeto Portinari até agosto de 2013.

Para se ter dimensão da força dos painéis, durante doze dias de exposição no Theatro Nacional do Rio de Janeiro entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, registrou-se a visita de mais de 44 mil pessoas e mais 6 mil visitaram os murais no Palácio Gustavo Capanema durante quatro meses de sua restauração.

A exposição que vi em São Paulo era gratuita, já contava com os painéis restaurados e cerca de 100 desenhos de estudos preparatórios para o trabalho. Expostos em área nobre do Salão de Atas do Memorial e com grande estrutura didática e tecnológica. Um vídeo com falas de Drummond de Andrade e Milton Nascimento destacava aspectos da obra ou do artista.

A boa notícia é que o governo do Ceará anunciou esta semana que os painéis serão expostos no Centro de Eventos do Ceará, durante o mês de outubro. De lá o trabalho segue para uma itinerância internacional, possivelmente Japão (Hiroshima) e Noruega (Oslo - cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz).

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Brasil: precisamos de uma nova imagem internacional

Cartaz numa agência de viagens em Santa Marta (Colômbia). Foto: Marcus Saldanha
A Embratur anunciou através de seu blog Aquarela 2020 que trata sobre Copa do Mundo, Olimpíadas e a promoção turística do Brasil no exterior, que amanhã, 09 de agosto realiza a segunda edição do  projeto "Goal to Brasil" na Colômbia. A ideia é levar representantes das cidades que vão sediar jogos da Copa do Mundo em 2014 e divulgar o potencial turístico do Brasil.

O grande destaque do evento será a gastronomia brasileira para atrair cada vez mais visitantes através do turismo intrarregional com países da América do Sul e alcançar a meta de 10 milhões de visitantes até 2020. E os colombianos representam o décimo segundo maior emissor de turistas ao Brasil e um dos 17 mercados prioritários da atuação da Embratur.

Importante a iniciativa que foca em profissionais, empresários de turismo, jornalistas e formadores de opiniões, pois a simpatia e interesse do colombiano pelo brasileiro é muito grande, embora muito em virtude do futebol, do carnaval e das mulheres. O flagrante acima (foto) fiz durante recente viagem pela Colômbia, em julho de 2012. Em meio ao clima de excitação para a Copa do Mundo de 2014, uma agência de viagem na cidade caribenha de Santa Marta, ao norte do país divulgava um cartaz da Copa do Mundo no Brasil com a bunda de uma mulher coberta por um biquíni minúsculo.

O Brasil precisa trabalhar para mudar a imagem cristalizada no mundo de destino para o turismo sexual, caso contrário estará atraindo visitantes com outros interesses que não o futebol, a diversidade cultural e as belezas naturais. Muito mais que divulgar é preciso criar uma nova imagem internacional para o Brasil.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Jazz e Blues nos Lençóis Maranhenses



Música, sustentabilidade e responsabilidade social, assim podemos definir o Lençóis Jazz e Blues Festivalmuito mais que apenas um festival de música nos Lençóis Maranhenses que pretende transformar, aos poucos, uma região de natureza exuberante, mas sem acesso a diversidades de conhecimento musical teórico e artístico de sonoridades como o jazz e blues. 

Para isso, o músico e produtor Tutuca e a jornalista Patrícia Santiago, frequentadores assíduos do já consolidado Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga, no Ceará resolveram ousar e criaram em 2009 um evento com músicos do cenário internacional, nacional e maranhense que se apresentam e ministram oficinas para crianças e jovens da comunidade em Barreirinhas e São Luís.

Apesar de toda a dificuldade com patrocínio para eventos musicais sem grande apelo popular, o festival já está na sua quarta edição e ao longo dos anos estabeleceu parcerias preciosas artistas que tornaram-se assíduos como o jovem  músico cearense Arthur Menezes, além do respeito de atrações internacionais como a alemã Andrea Canto que se apresenta no sábado (11) em Barreirinhas.

O Festival vem amadurecendo a cada ano e ganhando a credibilidade dos amantes do jazz e blues no Maranhão. Desde o ano passado, o evento vem sendo realizado em um resort em Barreirinhas e no Teatro Arthur Azevedo em São Luís.  

Confira a programação completa do festival:

Barreirinhas 
Local:  Gran Solare Lençóis Resort

Dia:
 10/08/2012 (sexta-feira)
- 21h: show de Ted Falcon e Pablo Fagundes
- 22h: show de Filó Machado e trio

Dia: 11/08/2012 (sábado)
- 21h: show de Andrea Canta e trio
- 22h: show de Atiba Taylor com 
Artur Menezes e banda

São Luís
Local: Teatro Arthur Azevedo

Dia: 17/08/2012 (sexta-feira)
- 20h: show de Marco Pereira
- 21h: participação especial de Taryn Szpilman
-21:30h: show em homenagem a Dominguinhos com Zé Américo e convidados:  (Baixo) - Ney Conceição, (Guitarra) - Israel Dantas, (Bateria) - Lúcio Primo, (Piano) - Marcelo Carvalho, (Teclado) - Zé Américo e (Sanfona) – Mestrinho;


Dia: 18/08/2012 (sábado)
- 20h: show de Artur Maia e banda
- 21h: show de Taryn Szpilman e banda (Lançamento do cd “Negro Blues”).



VENDAS DE INGRESSOS:


Para o festival em BARREIRINHAS: serão em forma de pulseiras que estarão à venda na recepção do Gran Solare Lençóis Resort nos dias do evento. O Gran Solare Lençóis Resort fica na Estrada de São Domingos, s/nº, Povoado Boa Vista, Barreirinhas/MA, Tel.: (55 98) 3349-6000 (http://www.gruposolare.com.br)

Valor: R$60,00 com direito a buffet do restaurante Don Irdara: queijo, frios, antepastos, pastas, pães, saladas, torradas e dois petiscos quentes. OBS: BEBIDAS NÃO ESTÃO INCLUÍDAS NESSE VALOR.
Formas de pagamento: apenas em dinheiro e cartão de débito à vista.

Para o festival em SÃO LUÍS: serão em forma de ingressos que estarão à venda na bilheteria do teatro Arthur Azevedo, no horário comercial do teatro, na semana do evento.  O TEATRO ARTHUR AZEVEDO fica na Rua do Sol, s/n – Centro São Luís - MA | tel.: (098) 3218-9900 | Cel: 8843-0790
Valor: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)

OFICINAS MUSICAIS GRATUITAS EM BARREIRINHAS:

 10/08- (sexta-feira) OFICINAS DE GAITA E VIOLINO
Facilitadores: Ted e Pablo
Horário: 10h as 12h
Local: salão de eventos do Gran Solare Lençóis Resort;
Público-Alvo: 100 crianças e adolescentes da rede municipal de ensino de Barreirinhas que integram as bandinhas de Fanfarra;

11/08- (sábado) OFICINA DE CANTO E DE GUITARRA
Facilitadores: Andrea Canta e Arthur Menezes
Horário: 10h as 12h
Local: salão de eventos do Gran Solare Lençóis Resort;
Público-Alvo: 100 crianças e adolescentes da rede municipal de ensino de Barreirinhas que integram as bandinhas de Fanfarra;

OFICINAS MUSICAIS GRATUITAS EM SÃO LUIS: (DIAS 17 E 18 DE AGOSTO)

17/8- (sexta-feira) OFICINA DE BATERIA
Facilitador: Cláudio Infante
Horário: 10h as 12h
Local: Hotel Gran São Luís;
Público-Alvo: público em geral, estudantes e professores de música;

18/8- (sábado) OFICINA DE CONTRA-BAIXO
Facilitador: Artur Maia
Horário: 10h as 12h
Local: Hotel Gran São Luís;
Público-Alvo: público em geral, estudantes e professores de música;


PROJETO “ENSAIOS FECHADOS” EM SÃO LUÍS (DIAS 17 E 18)

Dia 17 de agosto de 2012 (sexta-feira):
Horário: 16h as 18h
Local: Teatro Arthur Azevedo
Artistas: Marco Pereira e Zé Américo
Público-Alvo: 200 alunos assistidos pela FIEMA e professores de música;

Dia 18 de agosto de 2012 (sábado)
Horário: 16h as 18h
Local: Teatro Arthur Azevedo
Artistas: Artur Maia e Taryn Szpilman
Público-Alvo: 200 crianças e adolescentes assistidos pela Secretaria de Assistência Social do Município de São Luís (Sencas).



Produção: Produtor e Músico: Tutuca Viana
Celular: (98) 9976-3087
E-mail: tutucaviana@yahoo.com.br
Assessoria de Imprensa: Patrícia Santiago- jornalista Celular: (98) 9143-0110

terça-feira, 26 de junho de 2012

Mochilão Julho 2012





A partir desta quarta-feira convidamos nossos leitores/seguidores para o Mochilão de Julho 2012, o quarto pela América do Sul, desta vez iniciando por Boa Vista-RR e avançando pelo norte da América do Sul durante um mês inteiro.

Acompanhe nossas aventuras no melhor estilo mochileiro por Venezuela, Colômbia e Equador - três países pouco explorados por brasileiros, e sobretudo, maranhenses. Embarcamos nesta quarta sem reservas de hospedagens, com a mochila nas costas, um guia na mão, coragem e muita expectativa para desvendar um roteiro que promete emoções. Seja na perigosa e não recomendada capital Venezuelana ou por praias paradisíacas do Caribe. 

Os posts no blog não serão tão frequente devido os problemas de conexão com a internet, mas serão feitos na medida do possível. Já a fan page do Blog integrado ao twitter serão atualizados diariamente. Então fica combinado, a gente vai, mas promete compartilhar o melhor da viagem com vocês!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Memorial Luiz Gonzaga

Acervo do Memorial: instrumentos para ver e tocar. Foto: Marcus Saldanha
Localizado no Pátio de São Pedro n. 35, no centro de Recife o pequeno, mas aconchegante espaço consegue manter viva e preservada a memória do Rei do Baião, Luiz Gonzaga que nasceu em 13 de dezembro de1912 em Exu-CE e morreu no dia 2 de agosto de 1989 na cidade de Recife. São instrumentos, objetos de época, fotos, vídeos e muita informação para admiradores, artistas e pesquisadores. Durante a visita, você pode olhar, ouvir e até mesmo tocar os instrumentos em exposição.

Foto mostra Luiz Gonzaga ainda jovem em seu primeiro casamento.

Fiz a visita durante uma manhã, entre excursões de várias escolas de Recife. Eram alunos na faixa de sete a oito anos, ainda na fase de letramento. Segundo o coordenador do Núcleo de Música, Edierck Silva, eles correspondem a 90% dos visitantes. Estavam animados e com os olhos vidrados nos instrumentos, especialmente na sanfona. De repente o mediador, Artur Fernandes, um jovem de 20 anos começa a tocar. Todos, sem exceção acompanham a letra e o ritmo da canção. "Muitas vezes os pequenininhos não sabem se o Luiz Gonzaga tá vivo ou morto, mas sabem cantar Asa Branca inteira. Mesmo sem estar aqui agora, Luiz Gonzaga consegue ultrapassar uma barreira de tempo muito forte", diz o estagiário do Memorial.

Mediador conta e canta vida e obra de Luiz Gonzaga. Foto: Marcus Saldanha

É verdade que o público este ano aumentou consideravelmente por causa do centenário, mas Luiz Gonzaga e o Baião são para Recife, Alagoas e Ceará, principalmente o que o Bumba-meu- boi representa para o Maranhão. Coisa que vem de pai para filho, Luiz Gonzaga por exemplo, tinha no pai uma referência musical e viu se filho Gonzaguinha também tornar-se artista. Assim como, o estagiário do Memorial tinha em sua casa uma sanfona guardada do pai que tocava num trio alagoano, e quem sabe a gurizada que se identifica hoje com o instrumento não seguirá os mesmos passos.

Foto: Marcus Saldanha

Se depender da professora Patrícia Valéria, da escola municipal Casarão do Barbalho a tradição será mantida. Ela trouxe seus alunos que este ano estão envolvidos no "Projeto Luiz Gonzaga - 100 anos", que segundo ela, visa avaliar o nível silábico dos alunos a partir das músicas do Rei do Baião. "Se você colocar qualquer música de Gonzaga, eles vão automaticamente cantando", explica a professora. Felipe, de 7 anos, aluno de Patrícia, diz ter adorado a visita, especialmente a sanfona e que agora já virou fã.

Mais que conhecer o memorial, o visitante parece se identificar com a cultura regional e a partir daí preservar e manter o legado desta tradição musical não será difícil. Conversando com Valter José dos Santos, da equipe do Memorial noto o grau de devoção que se tem ao artista: "Quando ele faleceu, o corpo dele ficou aqui na rua da Aurora e eu fui lá ver", revela. "A gente fica emocionado, o pernambucano se emociona muito. Não tem outro nordestino que cantou seu povo e sua terra feito Gonzagão. É por isso que ele é Rei do Baião. E quando é que vai ter outro Rei do Baião? Nunca!", declara o entusiasmado funcionário que me apresentou o Memorial .

O Memorial já começou a programação do centenário de Luiz Gonzaga com a realização, no ano passado, de uma missa toda em cordel que deve ser repetida no dia 2 de agosto, aniversário de morte de Gonzaga. Além disso, o museu vem realizando as Jornadas Gonzaguianas com a presença de convidados do porte de Domenique Dreyfus, a biógrafa mais respeitada de Gonzaga e parceiros musicais que falam da vida e obra do mestre.

No espaço onde se encontram alunos, professores, turistas e músicos, além de uma boa prosa, uma rodada de sanfona, zabumba e triângulo, o conhecimento é transmitido na sua melhor forma - com alegria.

sábado, 23 de junho de 2012

Bolo de Rolo

Foto: Blog Aprendiz de Cozinheiro

A guloseima mais cobiçada de Recife é chamada de bolo de rolo: massa de trigo, ovos, manteiga e margarina com recheio de goiabada (receita tradicional). Parece um rocambole, mas não ousem fazer a comparação. Para a jornalista Letícia Cavalcanti, do Caderno Sabores da Folha de Pernambuco existem várias diferenças no sabor, na receita e na história.

O bolo de rolo diz ela, deriva do colchão de noiva português, da região de Tavira, distrito de Faro no Algarves, ao sul de Portugal. Ele é feito com quatro lâminas de bolo enrolado, recheado com goiabada e retocado com açúcar, farto no nordeste colonial. Já o rocambole tem sua origem francesa, massa mais grossa e camada única de bolo, muito mais próximo do pão de ló. O recheio do rocambole tem mais variações, geralmente doce de leite, coco e chocolate. Os franceses só passaram a influenciar a culinária colonial com vinda família real portuguesa ao Brasil em 1808.

Polêmicas a parte, o bolo de rolo tem sabor irresistível e em tempos de boicote a gordura saturada, a guloseima pode ser um pecado perdoado e justo para quem visita Recife. O único senão, fica por conta do preço abusivo: uma fatia custa entre 4 e 6 reais. Já a embalagem com 420g  da recomendada Casa dos Frios, que divulga uma receita original em sua embalagem, custa por volta de 24 reais.

Patrimônio imaterial de Pernambuco desde 2007, o bolo de rolo ainda é o melhor presente de viagem para se levar de recordação de uma doce e saborosa viagem por Recife.

Receita Bolo de Rolo aqui

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Primeira Sinagoga Israelita das Américas

Sinagoga na antiga Rua dos Judeus. Foto: Marcus Saldanha
A sinagoga Kahal Zur Israel fui a primeira das Américas e funcionou na cidade de Recife entre 1636-1654, durante a presença holandesa e representa o principal marco da presença judaica no Brasil. Desde 2001 o espaço sinagoga foi reconstruído para abrigar o Centro Cultural Judaico de Pernambuco, aberto diariamente para visitas.

Sinagoga no segundo andar mantem tradição judaica em Pernambuco. Foto:Marcus Saldanha 
História - Os primeiros judeus desembarcaram em Pernambuco no ano de 1537, muitos converteram-se ao cristianismo batizando-se cristãos-novos, outros passaram a ser perseguidos por representantes da Inquisição principalmente a partir de 1593, com a chegada do visitador do Santo Ofício. Porém com a chegada dos Holandeses na primeira metade do século VII e a extensão da tolerância religiosa a Pernambuco em 1629, os judeus gozaram de liberdade, construindo casas, praticando o comércio e cultos judaicos.
Torá: escrituras sagradas para os judeus. Foto: Marcus Saldanha

Neste período muitos judeus portugueses-holandeses pediram transferência da Europa para o Brasil Holandês. Aqui unificaram as duas congregações existentes e formaram conselhos institucionais (Maamad) com eleições regulares documentadas em português, seguindo o calendário de festividades judaico.

Entre 1645-1654 os conflitos pela expulsão dos holandesas e posterior derrota torna a presença judaica em pernambuco inviável. Muitos retornam para a Holanda, outros fogem para o sertão nordestino ou migram para o Caribe e Nova Amsterdã (atual Nova York, onde fundam a maior colônia judaica nas Américas).

Visita - Além de conhecer um pouco das tradições e rituais judaicos,  incomum na maior parte do Brasil, o visitante pode compreender os conflitos religiosos e políticos no Brasil Colônia através de documentos, painéis e artefatos arqueológicos em exposição. A antiga rua dos judeus hoje é chamada de Bom Jesus e fica no Recife Antigo. A entrada custa 6 reais e aceita carteira de estudante.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Centro de Recife

Complexo Cultural Pátio de São Pedro. Foto Marcus Saldanha
De manhã cedo peguei um ônibus em Boa Viagem com um mapa na mão em direção ao centro de Recife, levei por volta de 30 minutos. Seria mais rápido de metrô, mas devido uma greve ele só funcionava no horário de pico. Como o plano era explorar áreas de interesse histórico segui a pé pelos bairros de São José, Santo Antônio e Recife Antigo.

Comecei pela Igreja do Livramento, depois caminhei até o Pátio de São Pedro onde além da Catedral de São Pedro dos Clérigos estão concentrados o Memorial Luiz Gonzaga, Memorial Chico Science, Museu de Arte Popular e uma filial do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães. Por ali à noite rolam os afoxés e maracatus, mas durante a temporada junina, o espaço é do forró e baião.
Forte Cinco Pontas. Foto: Marcus Saldanha

Quase no fim da manhã segui até o Forte das Cinco Pontas que oferece pouco ao turista. Conversando com a guia local, entendo que o forte já passou por várias mudanças desde sua construção holandesa em 1630, sua retomada e reconstrução portuguesa em 1677 até ser transformado no Museu da Cidade do Recife em 1982. A atual reforma já dura dois anos. Mas valeu a pena pelo trabalho de restauração no forte de livros, fotografias e objetos da cidade que acabei conhecendo.
Casa da Cultura de Pernambuco. Foto: Marcus Saldanha

De lá para a Casa de Cultura de Pernambuco, antigo presídio, inclusive utilizado durante a ditadura militar, transformado em centro de artesanato. As lojas funcionam dentro das antigas celas. Por ali também a Estação Central em reforma e o caminho de volta pela Basílica e Convento Nossa Senhora do Carmo. Do bairro do Santo Antônio para o Mercado de São José até fechar o roteiro na Capela Dourada (comparada a Capela Sistina por causa dos afrescos), para depois cruzar a ponte Maurício de Nassau até o Recife Antigo.

Caminhei em segurança pelo centro comercial e histórico bem sinalizado, debaixo de chuva e sol. Não foi difícil conseguir informações turísticas da gente local, atenciosa apesar da correria do dia-a-dia. Recife já é uma grande metrópole, mas ainda não perdeu o toque nordestino da hospitalidade.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Recife Antigo

Marco zero da cidade de Recife
Um passeio a pé pelo bairro do Recife, o antigo Arrecife dos Navios, ou como é popularmente conhecido hoje, Recife Antigo é uma viagem no tempo: o passado colonial português visível nos casarões e igrejas e as marcas da presença holandesa e judaica. Mas pode ser uma sintonia com o futuro: grafites contrastando com a ruína dos casarios, o parque das Esculturas de Francisco Brennand e o Paço da Alfândega que abriga um moderno shopping center dentro da estrutura histórica que antes servia de entreposto comercial e cobrança de impostos.


Rua do Bom Jesus, antiga rua dos Judeus. Foto: Marcus Saldanha

Ali também estão situados o prédio moderno da prefeitura do Recife, o Forte Brum/Museu Militar, Centro Cultural dos Correios, o Instituto Santander Cultural, a Igreja da Madre de Deus, Embaixada dos Bonecos Gigantes, o Terminal Marítimo de Passageiros, a Torre Malakoff e a Sinagoga.

Não podemos dizer que tudo está em perfeita harmonia, até porque o caos faz parte da atmosfera criativa da cidade, vide o Mangue Beat de Chico Science lembrado numa estátua na Rua da Moeda onde ficam os bares da região ou os trilhos de bondes aparentes nos paralelepípedos, automóveis cobrindo a fachada dos casarões, guardadores de carros, buzinas, azulejos portugueses, ruínas..

Grafite na ruínas de um casarão colonial. Foto: Marcus Saldanha

 A pé e de dia o passeio histórico e cultural está garantido, embora à noite a boemia se encontre nos bares e no São João atrações gratuitas dão vida a região de quinta a domingo. Bem sinalizado e um pouco descuidado o Recife Antigo espera a revitalização urbana e cultural que merece.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Um passeio por Olinda

Vista de Olinda do Alto da Sé com a Praia de Boa Viagem (Recife) ao fundo. Foto Marcus Saldanha
Cheguei a Olinda com uma ansiedade enorme. Do marco zero de Recife para o Largo do Carmo em Olinda um táxi de 30 reais. Ladeira acima até a primeira igreja no Alto da Sé e um guia local começou a dar explicações e seguindo o nosso grupo de 4 pessoas. Percebi que seria inevitável contratá-lo: fechamos o roteiro por 10 reais/pessoa.

O guia além de explicações, tira fotos ou indica os melhores ângulos, carrega sacolas, recomenda barracas e lojas para compras. Fala muito e rápido, mas não chega a ser inconveniente. Diz ter sido pupilo de Dom Hélder Câmara e por suas mãos ter saído das ruas. Pergunto sobre os guias mirins: - Somos nós, responde ele. Meninos que hoje fazemos meninos! Complementa. É uma figura!

Esquina dos Quatro Cantos. Foto: Marcus Saldanha

E lá fomos nós andando pelas ruas e ladeiras da cidade Patrimônio da Humanidade desde 1982. Subindo o elevador recém inaugurado, descendo a Ladeira da Misericórdia em direção a esquina dos Quatro Cantos, passando pela rua do Amparo em direção a Basílica de São Bento e o Mosteiro de São Francisco, fechando o roteiro na Praça de São Pedro.
Altar da basílica de São Bento: 28 kg de ouro e entalhe barroco na madeira. Foto: Marcus Saldanha

No caminho uma parada para conhecer melhor o carnaval: os famosos bonecos de Olinda. Fico sabendo que hotéis, pousadas e casas de aluguel já estão reservadas desde março deste ano para o próximo carnaval e que uma casa bem localizada chega a custar até 8 mil reais para a temporada momesca.
Com os famosos bonecos do carnaval de Olinda


Ladeira abaixo fica a casa do cantor Alceu Valença: "O banheiro fica ao ar livre!" Informa o guia. Na praça de São Pedro fotografo a única casa da cidade com arquitetura holandesa. Mais um alerta do guia: - "Todo mundo diz que esta foi a casa de Maurício de Nassau, mas é mentira! O governador morava em Recife e não em Olinda!". Tá dito!
Exemplar da arquitetura holandesa em Olinda. Foto: Marcus Saldanha



Na outra esquina o guia aponta a primeira casa de Olinda: - "aquela sim é histórica! Ali morou Felipe Camarão! É a casa mais antiga de Olinda!" As portas parecem ter virado janelas, por conta do desnível que a casa ficou em relação a rua, culpa das constantes reformas do local.
Automóveis e fios elétricos diante da primeira casa de Olinda. Foto: Marcus Saldanha

O passeio não chega a ser cansativo e para os marinheiros de primeira viagem que precisam otimizar o tempo da visita, o guia local vale a pena. Apenas 10 km do centro de Recife e com ônibus constantes, Olinda torna-se visita obrigatória pela sua história, igrejas e carnaval. Mas não custa nada aumentar o coro dos que apoiam a rede subterrânea de fiação elétrica no centro histórico e a resolução do problema de estacionamento de carros. Impossível uma foto das ladeiras sem a poluição visual dos automóveis.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Uma tarde em Porto de Galinhas

Porto de Galinhas na maré alta. foto: Marcus Saldanha
Numa viagem de apenas três dias por Pernambuco tive que optar por alguns destinos rápidos: Recife Antigo, Olinda e Porto de Galinhas. A única praia do roteiro foi explorada em apenas uma tarde e infelizmente com a maré alta, o que limitou bastante a visão que tive do lugar.

Depois de levar um bolo de um dono de van (Wellighton Viagens, Excursões e Locações) que havia combinado de nos buscar no hotel e até às 9 da manhã ainda estava dormindo, seguimos de Boa Viagem até o Aeroporto dos Guararapes num grupo de oito pessoas. Com muita barganha conseguimos uma van com TV, DVD e ar-condicionado por 250 reais/dia.

Há ônibus partindo de vários pontos de Recife por apenas 10 reais, mas fazem o trajeto de forma mais lenta devido as paradas. As excursões cobram muito caro, então alugar um carro ou dividir uma van/furgão recomendada no hotel/albergue pode ser uma boa opção.

Em apenas 1h e 20 minutos chegamos em Porto de Galinhas via Cabo de Santo Agostinho. Muitos motoristas evitam este trajeto por causa do pedágio na estrada e acabam indo pela engarrafada BR. Este roteiro parece ser o mais rápido, e sem dúvida o melhor, devido as paisagens litorâneas do caminho.

Praia em Cabo de Santo Agostinho. Foto: Marcus Saldanha

Porto de Galinhas pertence ao município de Ipojuca e já era conhecida pelos europeus desde o século XVI como antiga zona de ocupação dos índios caetés, transformada em área de estanco comercial do pau-brasil (Porto Rico) e posteriormente em porto de desembarque ilegal de escravos. Aliás, daí advém seu nome: os escravos eram embarcados embaixo de caixas de galinha d´angola para camuflar o tráfico e os comerciantes assim avisavam a chegada dos navios"Tem galinha nova no porto!"

Galinhas d´angola viraram o símbolo da cidade. Foto: Marcus Saldanha
Para visitar a cidade é essencial informar-se sobre a tábua das marés, pois somente na maré baixa é possível fazer o melhor passeio da praia: as piscinas naturais. Fora isso, restam poucas opções, como os caros passeios de buggys (média de 160 reais por pessoa), mergulho (média de 180 reais por pessoa), passeio de barco pelas praias da região (preço a combinar com jangadeiros) ou aulas de surf.

Para mochileiros existem os albergues A Casa Branca e  do Alberto e um restaurante próximo ao único posto de gasolina onde se paga apenas 9 reais por um prato médio raso em que você pode servir-se à vontade, mas com apenas duas opções de guarnição ou pagar 19 reais o kilo.

Eleita por 10 vezes como a melhor praia do Brasil, Porto de Galinhas parece agora começar a viver o drama de muitos lugares que se tornam badalados pontos turísticos: praia cheia, destino comum, preços abusivos nos restaurantes, hotéis e serviços e a descoberta de novos destinos mais rústicos. Já é possível ouvir entre os próprios pernambucanos que a melhor praia atualmente é a dos Carneiros, apesar do acesso mais difícil e a falta de infraestrutura.

Portal oficial de Porto de Galinhas tem mais dicas de hospedagens, restaurantes e passeios, clique aqui

domingo, 17 de junho de 2012

São Luís do Maranhão dos anos 40

A grande novidade da semana é a viagem no tempo, mais precisamente para a São Luís dos anos 30 e 40 através do filme de aproximadamente 26 minutos  postado na internet por Ramssés Souza, pertencente aos pesquisadores do futebol maranhense Djard Martins e seu filho Jesus Martins.

O filme é composto de várias cenas curtas que retratam desde o cotidiano de uma família da elite maranhense, a julgar pela posse do equipamento de filmagem, o que era raro aqui no Estado, o dia-a-dia da cidade até eventos cívicos, políticos e esportivos.

Essencial para pesquisadores, professores e alunos discutirem a evolução da cidade através de seus costumes, tais como vestuário, lazer (há cenas da prática de aeromodelismo), um dia numa cervejaria, uma visita a praia do Olho Dágua, passeios a praças e logradouros públicos, vida em família, e até de um batizado. Estão registrados também, a construção de prédios públicos como o prédio do IFMA, no Monte Castelo e do 24o Batalhão do Exército, no bairro do João Paulo.

De valor histórico para a memória política do Maranhão são as cenas de compromissos políticos do então interventor do Maranhão, Paulo Ramos. Possivelmente, inspeção de obras de saneamento e urbanização da cidade. Além de desfiles cívicos pelo centro da cidade.

Curioso ainda, para a memória do futebol maranhense e o provável mote da preservação do filme, é a cena que retrata uma partida noturna no extinto estádio Santa Isabel (canto da Fabril) entre o Moto Clube e o Maranhão Atlético Clube realizada, segundo Djard, no dia 1 de maio de 1940 por ocasião das comemorações do Dia do Trabalhador.

A família de Cesar Aboud, personagens do filme, esteve intimamente ligada a vários eventos importantes da capital maranhense. Empresário de origem sírio-libanesa de prestígio na cidade, dirigiu o Moto Clube entre as décadas de 30 e 40.  Agora sua vida privada, torna-se mais pública ainda e servirá de fonte para a memória maranhense. Um precioso registro de um tempo que agora volta graças a tecnologia audiovisual e a internet.

Assista ao filme clicando aqui

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Praia de Itaputiua


Esta praia fica na Ilha de São Luís, no município de Raposa, uma vila de pescadores de pouco mais de 20 mil habitantes e cerca de 28 km do centro da capital maranhense. Seu nome Itaputiua significa "Caminho de Pedra", devido as pedras de uma das trilhas que dão acesso a praia. Segundo o guia local, Anderson Rodrigues Costa, ela não chega a ser uma novidade para os moradores da Raposa que há muitos anos passavam o domingo aqui onde os pescadores chamavam de Mujijaia. Mas que atualmente preferem ir para a praia de Carimã, no outro lado e esta acaba ficando praticamente deserta.

Anderson, aluno do curso de meio ambiente e filho de um agente de turismo local, acompanha semanalmente grupos que visitam a praia. - "Eles são de várias partes do Brasil e do mundo!" Diz. Mas o fato é que os maranhenses, e sobretudo, os de São Luís, que estão muito mais perto da praia desconhecem este paraíso que já começa a ser chamado de Bahamas do Maranhão.

Recentemente, as praias da capital maranhense foram consideradas impróprias para banho e a população tem procurado outras opções mais distantes do centro urbano, tais como a praia de Panaquatira, no município de São José de Ribamar. Com água claras e quentes, pouca lama e sem pedras na área de banho, a praia de Itaputiua pode ser um destino e tanto para um domingo em contato com a natureza.

Mas há pontos negativos também: o acesso é difícil, possível somente em barcos ou através de trilhas no meio do mangue, falta de infraestrutura mínima como banheiros e fonte de água doce e a água do mar tem um alto teor de salinidade, o que deixa os olhos bastante irritados depois de um banho. Recomenda-se levar levar água potável compatível com o tempo de permanência na praia, e para o retorno na trilha.

Por outro lado, o acesso limitado pode ser a garantia de sobrevivência como destino de ecoturismo e quem sabe até naturismo. Anderson, já acompanhou vários grupos adeptos desta prática, pela semana, quando a praia fica completamente deserta.         .

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Mais Dicas do Desafio: Que praia é esta?

Foto: Marcus Saldanha

Dica 2:

Praia de águas claras com alto teor de salinidade, mas sem lama, ondas e poluição. Poucas pedras na área de banho, quase deserta - já foi cogitada até para se transformar numa praia de naturismo, sendo possível a prática nos dias de semana.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Desafio: Que praia é esta?


Em 3 dias vocês vão descobrir aqui no Blog Marcus Histórico que praia é esta. Enquanto viajo para Recife-PE, vocês ficam com algumas dicas para desvendar este enigma.

Dica 1:
Para se chegar até ela é preciso barco ou fazer uma trilha pelo mangue de aproximadamente 25 minutos (1.300 mts) com água no joelho na maré baixa ou pelo pescoço se a maré tiver alta.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Largo dos Amores

Praça Gonçalves Dias - Cartão Postal de 1914 a partir de foto de Gaudêncio Cunha


"Amar, é não saber, não ter coragem
Pra dizer que o amor que em nós sentimos;
Temer qu’olhos profanos nos devassem
O templo onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis d’lusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!"


Fragmento do poema "Se se morre de amor" do poeta maranhense Gonçalves Dias que trata das questões do amor falso e verdadeiro, do amor passageiro das festas e bailes e do amor puro e verdadeiro. E olha que de amor o poeta entendia: apaixonou-se por Maria Amélia, mas não teve o consentimento da família dela para casar-se. Era homem de cor e apesar de poeta de reconhecimento nacional, a sociedade da época não permitia tal enlace. Maria Amélia acabou casando-se com um comerciante de origem portuguesa e Gonçalves Dias faleceu em um naufrágio quando voltava da Europa para São Luís. 


O antigo largo da Igreja dos Remédios, fotografada por Gaudêncio Cunha no início do século XX era local de concentração na cidade da Festa dos Remédios e foi palco do desenrolar de muitos casais maranhenses. Não à toa, o local oficialmente batizado de Praça Gonçalves Dias é conhecido na cidade por Largo dos Amores.


A praça tem, ao seu centro a estátua de seu maior poeta romântico sobre uma palmeira imperial ornada com motivos clássicos, bancos convidativos para casais apaixonados, coreto, escadarias que escondem segredos e escorrem em direção a Beira-Mar, e sobretudo, uma romântica e bela vista do pôr do sol sobre o mar. Não à toa, boa parte dos casais maranhenses escolhem a Igreja dos Remédios para casar e a praça para compor o álbum de fotos dos noivos.


Foto: Higor Fad