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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Guerra e Paz de Portinari em Fortaleza

Murais Guerra e Paz (Cândido Portinari). Dedicado a humanidade pelo artista , presente do governo brasileiro a ONU.

Em maio tive a oportunidade de fruir de perto os murais Guerra e Paz (14m de altura x 10 de largura aprox. totalizando uma superfície de 280 metros quadrados), último e maior trabalho do pintor paulista Cândido Portinari, na ocasião expostos no Memorial da América Latina. A obra faz parte do acervo da ONU nos Estados Unidos e fica exposto em área restrita ao grande público, no Hall de Entrada da Assembleia Geral.

Desde sua produção entre 1952 e 1956 no estúdio do artista, só havia sido exposto no Brasil em 1956 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, antes de ser embarcado para o exterior. Por conta de uma reforma no na sede da ONU em Nova York e a pedido do governo brasileiro o trabalho está cedida para o Projeto Portinari até agosto de 2013.

Para se ter dimensão da força dos painéis, durante doze dias de exposição no Theatro Nacional do Rio de Janeiro entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, registrou-se a visita de mais de 44 mil pessoas e mais 6 mil visitaram os murais no Palácio Gustavo Capanema durante quatro meses de sua restauração.

A exposição que vi em São Paulo era gratuita, já contava com os painéis restaurados e cerca de 100 desenhos de estudos preparatórios para o trabalho. Expostos em área nobre do Salão de Atas do Memorial e com grande estrutura didática e tecnológica. Um vídeo com falas de Drummond de Andrade e Milton Nascimento destacava aspectos da obra ou do artista.

A boa notícia é que o governo do Ceará anunciou esta semana que os painéis serão expostos no Centro de Eventos do Ceará, durante o mês de outubro. De lá o trabalho segue para uma itinerância internacional, possivelmente Japão (Hiroshima) e Noruega (Oslo - cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz).

sábado, 3 de março de 2012

É TUDO VERDADE 2012 ANUNCIA OS SELECIONADOS NACIONAIS



*Sete documentários inéditos concorrem na categoria principal
**17ª edição acontece entre 22 de março e 01 de abril em São Paulo e
no Rio
**** Entrada gratuita em todas as salas de exibição

O É  Tudo Verdade  – Festival Internacional de Documentários tem o
privilégio de anunciar a primeira relação de documentários brasileiros de
longa, média e curta-metragem selecionados para a sua 17ª edição, que
acontece entre 22 de março e 01 de abril em São Paulo e no Rio de
Janeiro. O festival volta a fazer uma itinerância em Brasília, entre 10 e 15
de abril.

“É uma honra lançar uma nova safra com raro vigor, nos longas e nos
curtas-metragens, nas obras de cineastas consagrados e de jovens
revelações”, afirma Amir Labaki, fundador e diretor do É Tudo Verdade –
Festival Internacional de Documentários. “A paixão dos realizadores
pulsa em cada produção”.

Sete longas-metragens inéditos no Brasil farão sua estreia dentro da
mostra competitiva do Festival, sendo seis em première mundial. Cinco
dos nove curtas-metragens em competição também são totalmente
inéditos.

Três longas-metragens nacionais totalmente  inéditos serão
apresentados nas Projeções Especiais e mais dois  dentro da mostra
informativa “O Estado das Coisas”. Outros títulos brasileiros inéditos,
assim como a seleção internacional, serão anunciados nos próximos
dias.

O documentário vencedor da disputa de longas e médias-metragens
nacionais receberá um prêmio no valor de R$ 110 mil reais e o Troféu É
Tudo Verdade, criado pelo artista plástico Carlito Carvalhosa. O
vencedor da disputa de curtas-metragens receberá um prêmio no valor
de R$ 10 mil reais e o Troféu É Tudo Verdade.


LISTA DE FILMES – SINOPSES

Competição Brasileira – Longas e Médias-Metragens


Coração do Brasil
Dir. Daniel Solá Santiago
Em 1958, a Fundação Brasil Central confiou aos irmãos Villas Boas a
tarefa de demarcar o centro geográfico do Brasil. Cinquenta anos
depois, três participantes da expedição original, Sérgio Vahia de Abreu, o
documentarista Adrian Cowell e o cacique Raoni, retomam o mesmo
trajeto.

Cuíca de Santo Amaro
Dir. Joel de Almeida e Josias Pires
As histórias do cordelista baiano Cuíca de Santo Amaro, como se
celebrizou José Gomes, vendiam como pão quente nas feiras de
Salvador. Transformado em personagem dos escritores Dias Gomes e
Jorge Amado e de filmes de Roberto Pires e Anselmo Duarte, Cuíca foi
uma figura polêmica.

Dino Cazzola - Uma Filmografia de Brasília
Dir. Andréa Prates e Cleisson Vidal
Do extenso registro documental de Brasília desde sua construção feito
pelo cinegrafista e produtor italiano Dino Cazzola, preservou-se apenas
um acervo de cerca de 300 horas. Por meio da releitura desse material,
revisita-se a criação e a história da capital federal.

Mr. Sganzerla - Os Signos da Luz
Dir. Joel Pizzini
Filme-ensaio que recria o ideário do cineasta Rogério Sganzerla por meio
dos signos recorrentes em sua obra: Orson Welles, Noel Rosa, Jimi
Hendrix e Oswald de Andrade.

Os Irmãos Roberto
Dir. Ivana Mendes e Tiago Arakilian
Um retrato pioneiro da obra e do legado de Marcelo, Milton e Maurício,
conhecidos como irmãos Roberto, autores de marcos da arquitetura
modernista brasileira, como o premiado prédio da Associação Brasileira
de Imprensa (ABI), no centro do Rio, e o aeroporto Santos Dumont.

Paralelo 10
Dir. Silvio Da-Rin
Perto do Paralelo 10º. Sul, oeste do Acre, a pequena base Xinane, da
FUNAI, é sede do trabalho pioneiro do sertanista José Carlos Meirelles,
auxiliado pelo antropólogo Terri Aquino, que leva a difícil missão de
proteger os índios isolados da região.

Tokiori - Dobras do Tempo
Dir. Paulo Pastorelo
No bairro rural de Graminha, a 45 km de Marília (SP), os destinos de seis
famílias de imigrantes japoneses se cruzaram, entre 1927 e 1934,
seguindo o percurso das memórias  de três gerações.
Competição Brasileira – Curtas_Metragens

Barbara em Cena
Dir. Ellen Ferreira
A crítica teatral, professora e tradutora Barbara Heliodora é uma das
mais renomadas profissionais de sua área e uma das maiores estudiosas
brasileiras da obra de Shakespeare. Neste retrato aos 88 anos, emergem
seus lados menos conhecidos.

Barbeiros
Dir. Luiz Ferraz e Guilherme Aguilar
Os barbeiros de São Paulo quase desapareceram, mas os que restaram
são fiéis ao seu trabalho artesanal e orgulhosos de sua perícia.
Capela
Dir. Gustavo Rosa de Moura
Na cidade de Capela, interior de Sergipe, todos os anos acontece a
curiosa Festa do Mastro, envolvendo lama e fogo como componentes de
rituais de força plástica e poética.

A Cidade
Dir. Liliana Sulzbach
O curta conta a história da pequena cidade de Itapu (RS), que está em
vias de desaparecer e que, antigamente, abrigava centenas de
portadores do mal de Hansen.

Entre lá e cá
Dir. Heloisa Passos
Um grupo de amigas que vive na Ilha de Amparo (PR), diariamente troca
confidências e segredos de amor a caminho da escola.

A Galinha Que Burlou O Sistema
Dir. Quico Meirelles
Numa granja industrial, uma galinha toma consciência do destino que a
espera. Então, ela se mobiliza para tentar uma saída.

Limbo
Dir. Cao Guimarães
Perambulando por  diversos lugares, na fronteira entre o Brasil e o
Uruguai, Cao Guimarães capta vestígios de atividades, rostos e objetos.

Piove, Il Film Di Pio
Dir. Thiago Brandimarte Mendonça
Figura singular, o cineasta esquecido Pio Zamuner, que dirigiu os doze
últimos filmes de Amâncio Mazzaropi, é aqui retratado em um botequim
da Boca do Lixo. Mas quem dirige quem?

Ser Tão Cinzento
Dir. Henrique Dantas
Quarenta anos após a realização da obra crítica “Manhã Cinzenta”
(1969), que desencadeou a prisão do cineasta Olney São Paulo, as
imagens do original são reapropriadas dando voz aos entrevistados do
filme original.

PROGRAMAS ESPECIAIS
Augusto Boal e o Teatro do Oprimido
Dir. Zelito Viana
Um retrato da vida e da obra do diretor de teatro, dramaturgo e
ensaísta brasileiro Augusto Boal (1931-2009), da revelação nos anos
1950 com o Teatro de Arena de São Paulo até a consagração mundial
com o Teatro do Oprimido.

Santos – Cem Anos de Futebol-Arte
Dir. Lina Chamie
Um retrato do centenário do Santos F. C..  A trajetória do primeiro time
brasileiro a ser Bi Campeão Mundial, a era Pelé, o futebol irreverente da
geração Neymar, é aqui narrada pelo viés emocional e humanista de
torcedores, jogadores e historiadores, inserindo, assim, o futebol e sua
paixão no contexto cultural do país.

Xáreu – Memórias do Arraial
Dir. Patrícia Ramos Pinto
O cineasta Paulo César Saraceni e os pescadores remanescentes das
filmagens de “Arraial do Cabo” (1959) revêem suas lembranças da
produção, tida como marco fundador do Cinema Novo. Contrapondo
cenas do filme original, revisita-se a localidade nos dias atuais,
contrastando as realidades sociais e econômicas das duas épocas,
separadas por mais de 50 anos.

Consideração do Poema
Dir. Gustavo Rosa de Moura, Eucanaã Ferraz e Flávio Rosa de Moura
Realizado pelo Instituto Moreira Salles para a comemoração do Dia D, o
filme apresenta um panorama da obra poética de Carlos Drummond de
Andrade a partir de leituras de expoentes da cultura brasileira como
Chico Buarque, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto, Fernanda Torres,
Marília Pêra, entre outros.

Mostra O Estado das Coisas – Longas e Médias-Metragens Brasileiros

Cartas para Angola
Dir. Coraci Ruiz e Julio Matos
Pessoas que vivem no Brasil, Angola e Portugal, amigos e desconhecidos,
trocam correspondências videográficas e falam sobre saudade, guerra,
preconceitos, exílio, distâncias, arte, poesia. Cinelatino, Toulouse.

Shoot Yourself
Dir. Paula Alzugaray e Ricardo Van Steen
Narrativa visual em forma de vídeo-ensaio. Entrevistados como Gary Hill,
Esther Ferrer e Paula Garcia revelam as razões, as estratégias e as
consequências de mirar a si mesmos – com uma câmera ou até com uma
arma.

SERVIÇO
É Tudo Verdade – 17º Festival Internacional de Documentários
São Paulo e Rio de Janeiro – 22 de março a 01 de abril em São Paulo e
Rio de Janeiro. Em Brasília, de 10 a 15 de abril .
Direção: Amir Labaki
Co-realização (confirmados até o dia 27/02/2012) : PETROBRAS, BNDES,
CCBB, OI, SESC-SP, RIOFILME, Ministério da Cultura – MINC, Secretaria
do Audiovisual-SAV, através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura e
Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro – Lei de Incentivo a
Cultura.
Apoio: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
Entrada gratuita em todas as salas de cinema.

SALAS EM SÃO PAULO
CINESESC
Rua Augusta, 2075 - Jardim Paulista/ (11) 3087-0500
(326 lugares)

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112 / (11) 3113.3651
(70 lugares)

Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207 – sala BNDES / (11) 3512.6111
(210 lugares)

MIS
Avenida Europa, 158 – Pinheiros/ (11) 2117 4777
(173 lugares)

SALAS NO RIO DE JANEIRO

Unibanco Arteplex
Praia de Botafogo, 316 - sala 6 / (21) 2559.8750
(250 lugares)

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66 / (21) 3808.2020
(102 lugares)

Instituto Moreira Salles
Rua Marquês de São Vicente, 476 / (21) 3284.7400
(113 lugares)

Oi Futuro – Ipanema.
Rua Visconde de Pirajá, 54 / (21) 3201-3010

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Oficina Literária da FLIP 2011

Até dia 13 de maio estão abertas as pré-inscrições para a oficina literária da Flip 2011. Nesta edição o tema será Crítica Literária e as aulas serão ministradas pelo professor Frederico Barbosa, curador da Casa das Rosas, em São Paulo, e autor de diversos livros, entre eles Rarefato, Nada Feito Nada, Contracorrente e Louco no Oco sem Beiras – Anatomia da Depressão.


Como pré-requisito os candidatos não podem ter nenhum livro publicado. Para participar da seleção para a oficina é necessário enviar um currículo para o e-mail oficinaliteraria@flip.org.br. Serão selecionados 30 candidatos pela curadoria da Flip e o resultado será divulgado no dia 19 de maio, quinta-feira, no site http://www.flip.org.br/

Para mais informações, consulte o regulamento.

A oficina de crítica literária acontece em quatro módulos nos dias 7, 8, 9 e 10 de julho na Casa da Cultura, em Paraty, das 13h30 às 15hs.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Fiquem mais perto dos poetas



Era ano velho quando encontramos o poeta de ferro contemplando Copacabana. As hastes de seus óculos quebradas pela sétima vez. Ficamos por ali falando, tirando fotos, olhando aquela manhã nublada perto do velho Drummond de Andrade. Em 2010 soubemos pelos jornais que o poeta das sete faces teve seu óculos consertado e passa a ser vigiado por uma câmera de segurança. Pequenos reparos que já custaram 21 mil reais. Muitos dirão: Então tirem logo essa estátua daí! Tal qual os vândalos, esses não sabem da importância dos poetas que aprendem a ver e mais do que ver, contemplar. Em contemplando, cuidando e sendo cuidado.

Por isso, em 2010 (ano de Copa e Eleições) fiquem mais perto dos poetas, nem que sejam estátuas e bustos.

Texto: Marcus Saldanha

Foto: Ângela Galvão

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A "Odisséia" no Cristo Redentor

Nossa "Odisséia" para visitar o Cristo Redentor no Rio de Janeiro no Mochilão Julho de 2009 começou no ônibus de São Gonçalo até a rodoviária do Rio atravessando a engarrafada ponte Rio-Niterói. Horas depois seguimos em outro ônibus até o ponto final no bairro do Cosme Velho, para pegar o trem e subir o corcovado.


Esse é o primeiro Cristo que avistamos no Museu da Estação Corcovado

E esse foi o primeiro trem a fazer a subida do Corcovado. Inaugurado por D. Pedro II que herdou a paixão do pai pelo lugar, que dizem, menino, adorava a subida do morro.

Reza a lenda que Santos Dumont não só adorava o passeio como muitas vezes pilotava o trem. O Papa João Paulo II também andou nesse modelo antigo que agora está em exposição.


Esse é o atual, mais seguro, moderno e mais caro. O passeio custa 36 reais e as saídas se dão a cada 30 minutos. As filas são gigantescas, por isso, chegue cedo.
Infelizmente, havia uma árvore no meio do caminho e ficamos a mercê dos táxis cooperativados que nos cobraram 40 reais e nos deixaram lá em cima com frio e fome por horas.
Alerta: com eles não vale a pena.


Na subida há duas paradas para quem for de carro: a primeira no Mirante Dona Marta


e a segunda no Heliponto

Estação Paineiras: esse é o ponto final do trem e carros. Somente vans credenciadas das agências de turismo seguem adiante. Seguimos a pé.



Após a pequena ladeira ainda tem escadas rolantes e dois lances de escadas inclinadas. Já estamos perto.
Nessa área há restaurante, lanchonete e banheiros para o visitante. Há também um elevador para idosos e deficientes físicos.

Imagine tirar uma foto aos pés do Cristo! Dizem que é sempre assim. Lá em cima você pode ficar o tempo que quiser.

Apesar do céu nublado e do "mar de gente", o que compensa na é a bela vista do Rio de Janeiro. Por isso indico esse passeio para o final da viagem, quando você já será capaz de identificar os bairros, monumentos e pontos turísticos da cidade.

Lute pelo seu espaço e contemple!

É! Conseguimos! O fotógrafo é um turista chileno que está deitado no chão para enquadrar o casal e o Cristo inteiro. Após muitas negociações com o público presente conseguimos o nosso segundo para a foto.

Aos pés do Cristo há ainda uma capela de São Judas Tadeu (padroeiro do Flamengo, isso explica a camisa) onde, vez por outra, rolam casamentos.

Texto: Marcus Saldanha

Fotos: Marcus Saldanha, Ângela Galvão e um casal de turistas Chileno que olhando o Maracanã ficavam apontando e dizendo: "Mira o Rojas!"(goleiro chileno que fingiu ser atingido por um morteiro durante jogo contra o Brasil naquele estádio).

sexta-feira, 17 de julho de 2009

#4


Olá,

fiquei devendo, eu sei! A idéia era postar diariamente sobre o Mochilão julho 2009, mas o ritmo da viagem tornou-se frenético e os textos ficaram "corridos". Então decidi que novos posts só no final do mês, em São Luís, com a qualidade que uma grande viagem dessa merece.

Já são mais de vinte dias fora de casa: Rio de Janeiro, Paraty, Ubatuba, São Paulo, Rio novamente e Petrópolis na semana que vem para fechar o Mochilão.

São muitas histórias, vale a pena aguardar.

Marcus Saldanha
Foto: No bondinho de Santa Teresa-RJ

domingo, 28 de junho de 2009

# 3

JARDIM BOTÂNICO - UM LUGAR PARA QUASE SE ESQUECER DO TEMPO




Foto: Relógio de sol
Uma das primeiras providências de D. João VI ao desembarcar com a Corte Portuguesa no Rio de Janeiro em 1808, foi mandar construir uma fábrica de pólvoras, onde antes havia um engenho. Logo, junto à fábrica mandou fazer um horto, que deu origem ao que é hoje o Jardim Botânico. São várias coleções de bromélias e orquídeas, além de cineclube, centro cultural para apresentações artísticas, espaço Tom Jobim com parte do acervo do "Poeta Soberano", que neste final de semana estava ocupado pela exposição da vida e obra de Dorival Caymi. Local ideal para passear com a família, a criançada, fazendo uma longa caminhada durante o dia inteiro. Ao contrário do que indica o Guia 4 Rodas, paga-se 5 reais pelo bilhete de entrada, exceto para o Centro Cultural Tom Jobim .


Passeando com Ângela pelo Jardim Botânico, foi inevitável lembrar da cena de Carlota Joaquina - A Princesa do Brasil, onde D.João VI (interpretado por Marco Nanini) e D.Pedro I (Marcos Palmeiras) conversam entre as palmeiras imperiais sobre o risco de um aventureiro lançar mão do trono brasileiro.

Mas o que não saiu da minha cabeça mesmo foi o doce bilhete do "poetinha" Vinícius de Morais para Dorival Caymi. Leia:

# 2

QUINTA DA BOA VISTA



Olá,

dá pra ir caminhando do Maracanã até a antiga residência do Imperador D.Pedro II, no bairro de São Cristóvão onde fica o museu mais antigo do Brasil. Num acervo composto por seções etnográficas onde descobrimos uma peça dos Teneteharas de 1942 e outras etnias brasileiras, a seção de arqueolologia com núcleos e lascas originais da pré-história africana, asiaática e européia, além dos restos de Luzia, a "mulher mais antiga das Américas, a seção mediterrânea com a coleção da rainha TerezaCristina com escavações de Pompéia, e outros artefatos gregos e romanos e a espetacular coleção de múmias egípcias e sul-americanas.
A entrada para alunos de instituições públicas é grátis. Para os demais, apenas 3 reais.
Na foto abaixo, Marcus Saldanha com uma das várias múmias egípcias que compõem o acervo do Museu Nacional. Infelizmente o uso de flashs é proibido e a iluminação não é favorável a fotos, devido o processo de conservação deste acervo.

# 1


Olá,

senhores e senhores, bem-vindos a "magia" e as histórias do Mochilão Julho de 2009. Acompanhe os passos do Marcushistorico pelo Rio de Janeiro. Nessa primeira série de posts do final de semana, um bom começo: Maracanã, Quinta da Boa Vista, Museu Nacional, Jardim Botânico e Niterói.

MARACANÃ - A REPÚBLICA DE CHUTEIRAS

Eis o palco sagrado da República de Chuteiras, O Estádio Jornalista Mário Filho, construído para a Copa de 1950. Tem as cores do vencedor mundial daquele ano: azul e branco. Na foto, ao fundo, Jorge entretem os turistas com um show de embaixadas. A visita pelo Maracanã custa 20 reais (aceitam carteira de estudantes). Na visita guiada, acesso a parte do gramado pelos vestiários (foto) e ao sexto andar de onte temos uma vista panorâmica do estádio, salão de honra com as cadeiras onde sentaram o Papa e a Rainha Elisabeth II, tribuna de honra e as cadeiras cativas.


Aqui você paga 8 reais (também aceitam carteira de estudante) e visita uma exposição com a história da construção do Maracanã e uma breve história das conquistas da seleção brasileira (uniformes da seleção de 58, 62 e 70), de alguns craques (equipagem de Garrincha usada na copa de 1962) e da paixão pelo futebol...

...que une um flamenguista e uma vascaína.

De graça, você visita a calçada da fama imortalizando grandes ídolos do futebol brasileiro: Pelé, Garrincha, Kaká, Ronaldo, Zico, Roberto Dinamite, Raul Plasman...e a única mulher entre os marmanjos: Marta.

Texto: Marcus Saldanha
Fotos: Marcus Saldanha e Ângela Galvão

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mochilão de Julho



Olá,

"Em setembro de 1809, Sebastião Gomes da Silva Benford partiu de São Luís do Maranhão rumo ao Rio de Janeiro. (...) viagem, concluída em abril de 1810." Roteiro e Mapa da Viagem da Cidade de São Luís do Maranhão até a Corte do Rio de Janeiro. Ed. Ética, Imperatriz, MA. 2008.

Não, meu objetivo não é reconhecer o "inculto sertão" para desenvolvê-la por intermédio de boas estradas para fazer circular suas "infinitas e ricas produções". Nem vou a cavalo, de canoa e a pé com uma tropa de militares para fazer média para o Imperador, como fez o senhor Benford, no XIX. Vou de avião, com Ângela para curtir e divulgar o meu olhar/ pensar do que é o presente, o passado e o futuro do Rio. Num recorte de um professor- historiador-blogueiro que posta de cidadão comum, para cidadão comum, típico dos "Tempos Interessantes" do XXI para compartilhar experiências culturais de "infinitas riquezas" e tornar o caminho para o Rio de Janeiro mais... curto. Salve, salve a internet.

*

Ê Ângela, e pensar que amanhã dormiremos na Cidade Maravilhosa!! Um mês a partir desta quinta 25 de junho até 23 de julho curtindo o dia e a noite carioca, de Niterói, Paraty (FLIP 2009), Petrópolis e quem sabe a paulista também. Na casa de Vivi, num albergue, no centro da cidade, no Maraca (domingo tem FlaxFLU com o Imperador Adriano, Ibson, Fred), no Bairro de Santa Teresa, nas ruas da antiga Corte Brasileira, da primeira capital da República do Brasil, cenários predominantes dos livros didáticos de História, da literatura nacional, das novelas e dos filmes.


Acho que no Rio todo mundo vira personagem e tudo é cenário.


Carlota Joaquina, D.Pedro II, Cazuza, Kátia Flávia, O Bandido da Luz Vermelha, João do Rio, Vinícius de Morais, Os Meninos da Candelária, Rubem Braga, Galinho de Quintino, Dom Casmurro, Menino do Rio, Zé Carioca... Rua Nascimento Silva 107, Rua do Ouvidor, Rua Direita, Rua Matacavalos... o rio ainda é um cenário do imaginário mediado pelo que vejo, ouço ou leio, mas que somente às véspera dos 34 vou sentir em sua essência, mediado apenas pelos meus sentidos.


Rio, aí vamos nós!

Texto e foto: Marcus Saldanha

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O tão esperado mês de junho

Olá,
finalmente chegou o tão esperado mês de junho. É a festança cultural popular em todo o Maranhão. Desde ontem 31 de maio foi aberta a temporada junina em São Luís com o arraial da Praça Maria Aragão organizado pela prefeitura de São Luís com o tema “A Capital Brasileira da Cultura festeja a sua diversidade”. Serão mais de 400 atrações até o dia 10 de julho.
De 19 a 29 de junho tem o arraial do Maranhão que esse ano mudará do estacionamento do Shoping São Luís para a área externa do Armazém Paraíba do Renascença.
Festival de Música De Pinheiro
As inscrições para o 21º Festival de Música Popular (Fesmap), do município de Pinheiro (MA) serão abertas no dia 01º de junho deste ano. O Festival, o mais antigo dos municípios do Maranhão, estimula, promove e premia a produção musical no Estado. O Fesmap 2009 vai acontecer no município de Pinheiro, na região da baixada maranhense, na Praça José Sarney, nos dias 25, 26 e 27 de julho deste ano. inscrições são gratuitas e poderão ser feitas pela internet (http://www.fundacaoculturalpho.com.br/), no Palacete Gentil Braga e na Fundação.
I Encontro Maranhense de Dança de Salão
A Escola de Dança Corpo e Alma está promovendo nos dias 05, 06 e 07 de junho, o I Encontro de Dança de Salão com as presenças de Jaime e Bianca Arôxa (RJ); Netto e Adelaide (PA) e Marcelo Grangeiro e Damyla (MA). As inscrições podem ser feitas com Ildefonso Loyola pelo tel: 8824-2726.
Documentários na TV Aberta
Em junho na Rede Brasil dois documentários maranhenses selecionados pelo programa DOCTV serão exibidos na Rede Brasil: Fronteiras em Movimento de Valdenira Barros (Zen Comunicação) e Tribuna do Gueto de Antonio Carlos Pinheiro (Fábrica Comunicação).
I Encontro do Povo Krenyê-Timbira
De 11 a 14 de junho estaremos na terra indígena do roedor, Aldeia Pedra Branca, no município de Barra do Corda acompanhando o I Encontro do Povo Krenyê-Timbira que visa o fortalecimento oraganizativo, revitalização cultural e o reconhecimento do povo Krenyê-Timbira pelo Estado Brasileiro.
Mochilão
E dia 25 de junho estamos embarcando para o Rio de Janeiro para acompanhar a FLIP - 2009 em Paraty, que começa dia 01 de julho com shows de Adriana Calcanhoto, Rômulo Fróez e Banda e reunirá 34 autores de nove nacionalidades, com homenagem especial ao poeta Manuel Bandeira.
Depois seguiremos em visita a museus, centros culturais e antiquários do eixo RIO-SP.
É o mês de junho!
Texto: Marcus Saldanha

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Mesas Literárias da FLIP 2009

Olá,
hoje foi divulgado no site oficial da Festa Literária de Paraty 2009 a programação das mesas literárias que vão rolar de 01 a 05 de julho. A venda de ingressos é antecipada, 30 reais cada. A programação é boa, mas a grana curta, portanto temos que escolher arduamente quais mesas serão acompanhadas ao vivo e quais serão vistas na Tenda do Telão, onde paga-se 10 reais por mesa. Os shows e eventos paralelos ainda serão divulgados. Estamos preparando o bolso para acompanhar de perto a FLIP 2009. Confira a programação:
01 de julho - quarta-feira
19 hs - Conferência de abertura - Davi Arrigucci Jr. (Poucos estudiosos da literatura no Brasil escreveram sobre Manuel Bandeira com o brilho de Davi Arrigucci Jr. Capaz de aliar a leitura cerrada dos versos do poeta aos movimentos mais amplos do modernismo no país, Arrigucci Jr. é autor de ensaios incontornáveis sobre Bandeira, tais como Humildade, paixão e morte ou A beleza humilde e áspera. É o procedimento de leitura desses textos clássicos que serve de base para a conferência que o crítico e escritor faz em Paraty.)
02 de julho - quinta-feira
10 hs - Mesa 1 - Novos traços
Rafael Coutinho, Fábio Moon, Gabriel Bá e Rafael Grampá (Raras vezes a produção de quadrinhos foi tão intensa no Brasil. Na trilha aberta por pioneiros como Larte e Angeli, esses jovens artistas têm flertado com a literatura e levado os quadrinhos brasileiros a um novo patamar de complexidade – alguns já venceram os prêmios mais prestigiosos da categoria, tanto no Brasil como no exterior. A primeira mesa da FLIP pretende ser um retrato desse ótimo momento e apresentar para o grande público os nomes-chave dessa geração)
11:45 - Mesa 2 - Separações
Rodrigo Lacerda e Domingos de Oliveira (Outra vida, o livro mais recente do escritor carioca Rodrigo Lacerda, examina a fundo um relacionamento amoroso em crise. Nesta mesa em Paraty, Rodrigo conversa com um dos artistas que exploraram com mais brilho o assunto no Brasil: o dramaturgo e cineasta Domingos de Oliveira, diretor de Todas as mulheres do mundo e Separações, entre diversos outros filmes.)
15 hs - Mesa 3 - Verdades inventadas
Tatiana Salem Levy, Arnaldo Bloch e Sérgio Rodrigues (Em Elza, a garota, de Sérgio Rodrigues, a história da jovem morta pelo partido comunista serve de guia para um experimento ficcional ousado e bem urdido. Em Os irmãos Karamabloch, Arnaldo Bloch vale-se da história de sua família, fundadora da Rede Manchete, para compor um livro em que convivem traços de biografia, romance e memorialismo. Os três elementos também se fazem presentes em A chave de casa, premiado livro de estreia da carioca Tatiana Salem Levy.)
17 hs - Mesa 4 - China no divã
Ma Jian e Xinran (Ma Jian, em Pequim em coma, remexeu em uma ferida delicada da história recente da China: o massacre da Praça da Paz Celestial, que completa vinte anos em 2009. Já a jornalista Xinran foi buscar cicatrizes mais antigas: seu livro mais recente, Testemunhas da China, traz relatos de sobreviventes da revolução cultural liderada por Mao Tse-tung, que matou em torno de um milhão de pessoas entre 1966 e 1976. Num caso como noutro, estão expostos os pontos cegos da nação que deve liderar a economia do século XXI.)
19 hs - Mesa 5 - Deus, um delírio
Richard Dawkins (Nem precisaria ser no ano em que se completam duzentos anos do nascimento de Charles Darwin e 150 da publicação de seu livro mais importante, A origem das espécies. Mas a efeméride acrescenta um toque a mais à presença em Paraty de um dos darwinistas mais influentes em atividade no mundo, autor de O gene egoísta e Deus, um delírio.)
Dia 03 - sexta-feira
10 hs - Mesa 6 - Evocação de um poeta
Heitor Ferraz, Eucanaã Ferraz e Angélica Freitas (O maior indício da perenidade de um autor é sua influência sobre as gerações seguintes. Nesse quesito, poucos podem rivalizar com Manuel Bandeira, referência inescapável desde as primeiras manifestações do modernismo no Brasil. Nesta mesa, três nomes de destaque da nova poesia brasileira discutem a atualidade do poeta.)
11:45 - Mesa 7 - A névoa da guerra
Atiq Rahimi e Bernardo Carvalho (O afegão naturalizado francês Atiq Rahimi ganhou o prêmio Goncourt pelo romance Syngué sabour (2008), centrado na história de uma mulher e do marido agonizante em meio ao conflito civil no Afeganistão. O filho da mãe (2009), de Bernardo Carvalho, também enquadra a violência da guerra por lentes sutis – o sofrimento das mães para saber sobre os filhos enviados para regiões de conflito. Esse é apenas um dos diversos pontos de partida para o debate entre os autores em Paraty.)
15 hs - Mesa 8 - Sentidos da transgressão
Edna O’Brien e Catherine Millet (No início dos anos 1960, a irlandesa Edna O’Brien teve exemplares de seu livro Country girls queimados pela comunidade religiosa local, incapaz de aceitar que a vida sexual das personagens fosse descrita com tanta crueza. Em 2001, a crítica de arte francesa Catherine Millet fez de sua própria vida sexual movimentada o tema de um livro – e sacudiu as hostes conservadoras na Europa e nos Estados Unidos. Nesta mesa, elas conversam sobre as transgressões possíveis no século XXI.)
17 hs - Mesa 9 - O eu profundo e outros eus
Mario Bellatin e Cristovão Tezza (Professor de uma escola de escritores no México, Mario Bellatin admite tudo – menos que o candidato a ficcionista inspire-se na própria vida para criar sua história. Um dos mais premiados autores brasileiros dos últimos anos, Cristovão Tezza fez exatamente isso em seu Filho eterno, e ninguém ousará dizer que não foi bem-sucedido. Qual, enfim, o papel da experiência pessoal na literatura? Eis o mote para a discussão entre os dois autores.)
19 hs - Mesa 10 - Sequências brasileiras
Chico Buarque e Milton Hatoum (Em Leite derramado, Chico Buarque criou um narrador que personifica a desfaçatez da classe dominante brasileira. Em suas reminiscências delirantes, ecoam lembranças de família e uma visão ácida sobre a formação do país. Na obra de Milton Hatoum, reminiscência e memória familiar são igualmente uma pedra angular – mas que enquadram o país sob as lentes da presença árabe na Amazônia. O Brasil na visão desses dois grandes prosadores é o tema da mesa que eles compartilham em Paraty.)
Dia 04 - sábado
10 hs - Mesa 11 - O dissonante século XX
Alex Ross (Crítico de música erudita da revista New Yorker, Alex Ross fala sobre O resto é ruído (2007), recém-lançado no Brasil. O livro foi um dos maiores acontecimentos da crítica musical dos últimos anos nos Estados Unidos. Com raro fôlego, tino literário e consciência histórica apurada, Ross mescla a análise formal das obras dos principais compositores eruditos do século XX aos momentos políticos decisivos do período.)
11:45 - Mesa 12 - Entre quatro paredes
Sophie Calle e Grégoire Bouillier (Em Prenez soin de vous, exposição que representou a França na Bienal de Veneza de 2007 e programada para acontecer em São Paulo em julho, Sophie Calle exibe a reação de 107 mulheres à carta de rompimento recebida de um ex-namorado. O escritor francês Grégoire Bouillier, autor de L’invité mystére, é o ex-namorado em questão. Pela primeira vez eles aparecem em público para discutir o episódio e embaçar ainda mais as fronteiras entre vida privada e vida pública, entre vivência pessoal e ficção.)
15 hs - Mesa 13 - Segredos de família
Anne Enright e Tobias Wolff (Não é por acaso que a irlandesa Anne Enright e o americano Tobias Wolff já dividiram mesas em festivais pelo mundo afora: são muitas as afinidades entre as obras deles. Além da maestria no formato da narrativa curta, ambos têm na família fraturada um universo temático recorrente, de que é exemplo o irmão suicida em O encontro, de Enright, ou o padrasto violento no autobiográfico O despertar de um homem, de Wolff.)
17 hs - Mesa 14 - Fama e anonimato
Gay Talese em conversa com Mario Sergio Conti (Gay Talese é um dos inventores do jornalismo contemporâneo – e ao mesmo tempo a encarnação dos dilemas da profissão. O autor responde por alguns dos textos mais precisos e bem costurados já feitos por um repórter, caso de “Frank Sinatra está resfriado”, de 1966. Em tempos de crise do jornalismo impresso, Talese representa um modelo de jornalista tão necessário quanto inatingível. Essa tensão entre o jornalismo de excelência que ele ajudou a criar e o jornalismo possível no século XXI é o centro de sua conversa com o jornalista brasileiro Mario Sergio Conti.)
19 hs - Mesa 15 - Escrever é preciso
António Lobo Antunes (O português António Lobo Antunes é autor de mais de vinte romances, que em conjunto o situam entre os maiores estilistas da língua. Apesar do idioma comum a Portugal e Brasil, o autor não vem ao país desde 1983 e já declarou que não incluía o Brasil entre suas prioridades – preferia deixá-lo para o antípoda José Saramago. Este evento em Paraty vem corrigir a lacuna. Polemista contumaz e avesso a aparições públicas, Lobo Antunes conversa sobre essa e outras dimensões de sua trajetória.)
Dia 05 - domingo
11: 45 - Mesa 16 - O futuro da América
Simon Schama em conversa com Lilia Moritz Schwarcz (O futuro da América, livro mais recente do historiador inglês Simon Schama, revê a história dos Estados Unidos a partir dos temas da guerra, da religião, da imigração e da fartura. Os protagonistas são personagens comuns que atravessam momentos-chave da história do país – atores da “história narrativa” de que Schama é um dos mais notórios praticantes. Sobre esse trabalho, Schama conversa com a historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz – um dos nomes fortes dessa corrente historiográfica no Brasil.)
15 hs - Mesa 17 - Antologia pessoal
Edson Nery da Fonseca e Zuenir Ventura (A memória afetiva é o mote desta mesa que encerra a homenagem a Manuel Bandeira. Amigo e correspondente do poeta, o professor Edson Nery da Fonseca relembra os anos de convivência no Rio e em Pernambuco. Ex-aluno de Bandeira, Zuenir rememora os tempos de aprendizado com o mestre. Na mediação, o jornalista Humberto Werneck, biógrafo de Jaime Ovalle e bandeiriano de primeira linha.)
17 hs - Mesa 18 - Livro de cabeceira
Convidados da FLIP leem trechos de seus livros prediletos.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Festa Literária de Paraty

Olá,
de 01 a 05 de julho rola a sétima edição da Festa Literária de Paraty que esse ano homenageará o escritor pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968). Embora a programação oficial prevista para ser divulgada hoje tenha sido adiada, alguns nomes já confirmaram sua presença, entre eles: Chico Buarque, Domingos de Oliveira, Rodrigo Lacerda, a jornalista chinesa Xiran e o romancista chinês Ma Jian, o escritor e professor Cristovão Tezza, Lobo Antunes, a artista plástica Sophie Calle, Alex Ross, Catherine Millet, Ian McEwan, Anne Enright, Richard Dawkins entre tantos outros monstros.
Além disso, vai rolar uma disputadíssima oficina literária com o poeta, tradutor e professor Paulo Henriques Britto.
Vamos aguardar a programação oficial dia 15 de maio com cobertura completa aqui no Marcushistorico.
Fonte: Site Oficial da FLIP 2009
Texto: Marcus Saldanha