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segunda-feira, 1 de junho de 2009

O tão esperado mês de junho

Olá,
finalmente chegou o tão esperado mês de junho. É a festança cultural popular em todo o Maranhão. Desde ontem 31 de maio foi aberta a temporada junina em São Luís com o arraial da Praça Maria Aragão organizado pela prefeitura de São Luís com o tema “A Capital Brasileira da Cultura festeja a sua diversidade”. Serão mais de 400 atrações até o dia 10 de julho.
De 19 a 29 de junho tem o arraial do Maranhão que esse ano mudará do estacionamento do Shoping São Luís para a área externa do Armazém Paraíba do Renascença.
Festival de Música De Pinheiro
As inscrições para o 21º Festival de Música Popular (Fesmap), do município de Pinheiro (MA) serão abertas no dia 01º de junho deste ano. O Festival, o mais antigo dos municípios do Maranhão, estimula, promove e premia a produção musical no Estado. O Fesmap 2009 vai acontecer no município de Pinheiro, na região da baixada maranhense, na Praça José Sarney, nos dias 25, 26 e 27 de julho deste ano. inscrições são gratuitas e poderão ser feitas pela internet (http://www.fundacaoculturalpho.com.br/), no Palacete Gentil Braga e na Fundação.
I Encontro Maranhense de Dança de Salão
A Escola de Dança Corpo e Alma está promovendo nos dias 05, 06 e 07 de junho, o I Encontro de Dança de Salão com as presenças de Jaime e Bianca Arôxa (RJ); Netto e Adelaide (PA) e Marcelo Grangeiro e Damyla (MA). As inscrições podem ser feitas com Ildefonso Loyola pelo tel: 8824-2726.
Documentários na TV Aberta
Em junho na Rede Brasil dois documentários maranhenses selecionados pelo programa DOCTV serão exibidos na Rede Brasil: Fronteiras em Movimento de Valdenira Barros (Zen Comunicação) e Tribuna do Gueto de Antonio Carlos Pinheiro (Fábrica Comunicação).
I Encontro do Povo Krenyê-Timbira
De 11 a 14 de junho estaremos na terra indígena do roedor, Aldeia Pedra Branca, no município de Barra do Corda acompanhando o I Encontro do Povo Krenyê-Timbira que visa o fortalecimento oraganizativo, revitalização cultural e o reconhecimento do povo Krenyê-Timbira pelo Estado Brasileiro.
Mochilão
E dia 25 de junho estamos embarcando para o Rio de Janeiro para acompanhar a FLIP - 2009 em Paraty, que começa dia 01 de julho com shows de Adriana Calcanhoto, Rômulo Fróez e Banda e reunirá 34 autores de nove nacionalidades, com homenagem especial ao poeta Manuel Bandeira.
Depois seguiremos em visita a museus, centros culturais e antiquários do eixo RIO-SP.
É o mês de junho!
Texto: Marcus Saldanha

domingo, 19 de abril de 2009

Os Krenyê-Timbira: "Resistimos e Existimos"

Olá,
Hoje, quando se comemora no Brasil o Dia do Índio, achei oportuno postar a matéria que fiz com Ademar Krenyê Timbira (foto), representante do povo Krenyê-Timbira (tronco linguístico Jê), formado por 150 pessoas, vivendo atualmente na Aldeia Pedra Branca, a 27 km do município de Barra do Corda. Considerados extintos por muitos, os Krenyês-Timbiras resistem e existem. A conversa com Ademar rolou na Semana dos Povos Indígenas no Maranhão 2009, um pouco antes da mesa redonda que discutiu o tema "Terra Indígena, Meio Ambiente e Etnodesenvolvimento", da qual fizemos parte. Acompanhe a matéria:
"Estamos pedindo o reconhecimento do nosso território e do povo que foi expulso da sua terra tradicional (Pedra do Salgado- Bacabal/MA) ocupada atualmente por fazendeiros, por não-indígenas. Passamos por várias aldeias: guajajaras, gaviões... a gente vem sofrendo a algum tempo. Na década de 80 houve um conflito entre o povo Kreniê-Timbira e os Gaviões na aldeia Governador (Amarante-MA). Dessa época que viemos para a atual região da Terra Indígena Dominial Rodeador, em nome de krikatis e gaviões."
* Terras Indígenas Dominiais são aquelas que pertencem a todos os povos.
Atualmente, Ademar vem tornando-se uma liderança, representando o desejo de seu povo pelo seu território. Um documento já foi enviado para a FUNAI solicitando a visita do grupo técnico, com cópia encaminhada ao Ministério Público em São Luís.
O grupo que está se reorganizando, já fez uma visita a Pedra do Salgado e identificaram no local as três mangueiras, onde os mais velhos faziam os rituais de encontro com os espíritos, plantadas pelos bisavôs de Ademar e que demarca o território Krenyê.
Por volta de 1956, com epidemia de sarampo e catapora, os indígenas achavam que o local estava afetando o seu povo e mais a pressão dos fazendeiros. O grupo pequeno não resistiu e aceitou a opção de mudar-se para aldeia Pindaré (Bom Jardim). E daí foram para o Rodeador em acordo com os Krikatis, Gavião e Canelas.
O povo dado por muitos como extinto, continua resistindo e existindo na luta dos povos indígenas por seus direitos.

Os Kreniês-Timbiras, cujo nome vem de um pássaro, conhecido pelos não-índios como "Jandaia" têm em seus traços culturais a aldeia circular, pintura corporal listrada como a cobra coral utilizando o urucum entre as formas geométricas, o cocar todo de algodão trançado, com poucas penas, que quando usadas são as mais branquinhas e na Festa da Menina Moça (ritual de passagem da adolescência) corrida de toras e flechas, onde dois grupos são divididos, o Camaleão e o Cobra e durante o dia fazem uma espécie de revezamento de bastão só que com flechas numa corrida circular.
Texto e foto: Marcus Saldanha