Mostrando postagens com marcador Mochilão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mochilão. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de junho de 2012

Mochilão Julho 2012





A partir desta quarta-feira convidamos nossos leitores/seguidores para o Mochilão de Julho 2012, o quarto pela América do Sul, desta vez iniciando por Boa Vista-RR e avançando pelo norte da América do Sul durante um mês inteiro.

Acompanhe nossas aventuras no melhor estilo mochileiro por Venezuela, Colômbia e Equador - três países pouco explorados por brasileiros, e sobretudo, maranhenses. Embarcamos nesta quarta sem reservas de hospedagens, com a mochila nas costas, um guia na mão, coragem e muita expectativa para desvendar um roteiro que promete emoções. Seja na perigosa e não recomendada capital Venezuelana ou por praias paradisíacas do Caribe. 

Os posts no blog não serão tão frequente devido os problemas de conexão com a internet, mas serão feitos na medida do possível. Já a fan page do Blog integrado ao twitter serão atualizados diariamente. Então fica combinado, a gente vai, mas promete compartilhar o melhor da viagem com vocês!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Mochilão de Julho – Espírito Desbravador e Aventureiro

Mochilas e tênis - um estilo de vida

Se tudo der certo, neste fim de mês começa o quarto Mochilão de Julho. Será o quarto em quatro anos consecutivos. O Mochilão, de uma forma geral consiste em uma viagem por vários lugares com a mochila na costa, sem o contrato de um roteiro com agência turística para reservar hotéis, pousadas e passeios em grupo com guia de viagem. Significa, enfim viajar ao sabor da aventura intuitiva de desbravar o desconhecido com algumas informações e pouco dinheiro no bolso.

No primeiro ano eu e Angela, minha esposa, apaixonados por viagens, mochilamos pelo Rio de Janeiro e Sâo Paulo, incluindo cidades litorâneas do interior. O mote havia sido a Festa Literária de Paraty.  Antes disso, tínhamos feito juntos outros mochilões mais curtos pelo Piauí (Encontro dos Rios em Teresina, Parque Nacional de Sete Cidades, Cachoeira do Urubu e Parnaíba) e Ceará (Parque Nacional Serra de Ubajara, Viçosa do Ceará, Tiaguá, Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga) além de vários destinos no Maranhão.
Museu do Licor, Viçosa do Ceará. (2009)

O curioso é que ambos, antes de nos conhecermos, já tínhamos mochilões bem surrados pelos bagageiros de ônibus e esteiras de aeroportos. Angela já havia andado pelo Rio, Ceará, Bahia e Pará. E eu havia viajado bastante pelo Maranhão, além de vários lugares do Brasil e a rota dos Descobrimentos Portugueses em Portugal (2009).

No segundo Mochilão de Julho, saímos em lua de mel de São Luís para Porto Alegre com uma escala em Florianópolis. Alguns dias na capital gaúcha e seguimos de ônibus para o Uruguai (Punta del  Leste, Montevideo e Colonia del Sacramento). Não sabíamos nada de espanhol  - aprendemos o que era desayuno no café da manhã do ônibus.
Santiago, Chile. (2010)

Sem nos intimidar com as barreiras culturais fomos indo em direção a Buenos Aires onde passamos muito sufoco para comer: “tengo fome!”, dizia ao invés do correto “tengo hambre”, fora os falsos cognatos usados inadequadamente. Media luna, tango, parrillada e lá vamos nós atravessando a Cordilheira dos Andes, passando pelo gelado Aconcágua em direção ao Chile. A neve, Santiago, Val Paraíso, Vinã del Mar e o ouvido um pouco mais treinado  para o idioma local, o diálogo portunhol fluindo e a crescente convicção de começar a estudar e aprender a língua para explorar o vasto continente sul-americano. Estavam definidos os próximos destinos.

Voltamos para o Brasil pela Serra Gaúcha (Gramado, Canela, Bento Gonçalves, Farroupilha, Carlos Barbosa) e para o calor do Maranhão. Um ano de planejamento lendo guias, mapas, relatos de outros viajantes, assistindo documentários para formatar a segunda parte do Mochilão para América do Sul andina: Bolívia e Peru, e ainda o Paraguai.

Em julho de 2011 saímos de São Luís para Campo Grande de avião, e de lá para Corumbá, atravessando o Pantanal sul mato-grossense de ônibus intermunicipal. De ônibus municipal seguimos até a fronteira da Bolívia cruzada a pé. De táxi até a estação de trem de Quijarro. E lá estávamos nós no mítico Trem da Morte. Nele, seguimos pela Bolívia até Santa Cruz de la Sierra, depois de ônibus até a altitude de La Paz e o lago Titicaca em  Copacabana. Atravessamos para o Peru, Puno (Ilhas Flutuantes de Los Uros), Cuzco, Machu Picchu e o Vale Sagrado dos Incas.
Ilhas flutuantes dos índios Uros, Puno, Peru. (2011)

De volta à Bolívia visitamos a tranqüila Sucre e a histórica mina de Potosí. Até voltar a La Paz, seguir por Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra de novo. Entramos no Paraguai de avião aproveitando o baixo valor das passagens aéreas bolivianas, para de ônibus novamente cruzar a fronteira brasileira até Foz do Iguaçu. De avião finalmente o retorno para São Luís via Curitiba.

Quando se pega o gosto de viajar ao sabor do vento, mesmo que somente durante um mês de férias ou até mesmo um feriado prolongado é impossível parar, coisa de vício mesmo. Não é uma atividade barata, e às vezes as viagens longas de ônibus e as conexões aéreas são muito cansativas. É preciso muita persistência e força de vontade para manter um projeto durante o ano inteiro. Tudo é uma questão de escolha, foco e economia.

A motivação dos Mochilões geralmente é histórica e cultural com visita a patrimônios históricos e museus, mas sem deixar de aproveitar praias ou outras atividades de aventura. Somos um casal essencialmente diurno, o que nos permite focar nos pontos de interesse da viagem. Tudo é registrado na Nikon d 5000 ou numa portátil (mais discreta que usamos em lugares com maior risco de assalto). O material é compartilhado pelo tuíter e agora também facebook  instantaneamente onde há conexão wi-fi durante a viagem e depois viram postagens do blog Marcus Histórico  e do álbum do Flickr.
Compartilhando a viagem na internet. (2011)

Este ano a subida do dólar ameaça o roteiro que foi pensado no final do Mochilão passado. As passagens foram compradas em dezembro do ano passado. Começamos num roteiro aéreo São Luís-Boa Vista e de lá vocês terão que nos seguir para saber no que vai dar. Às vezes, tudo tá na cabeça e no papel e de repente muda: aquela cidade, aquele país, aquela trilha, aquela praia, aquele museu...

O que não muda é espírito desbravador e aventureiro que sempre fala mais alto. Sempre perguntam: qual a melhor cidade? O melhor lugar? E sempre respondo:  - o próximo! Posso dar dicas e recomendações de vários lugares, mas o próximo destino é sempre o melhor.

Fica a dica: leia e inspire-se. Fim de junho começa o Mochilão. 

domingo, 21 de fevereiro de 2010

É Segredo!

O roteiro do mochilão julho 2010 já está definido
Com a "paradinha" de carnaval conseguimos definir a rota do mochilão julho de 2010. As passagens aéreas já estão compradas e o embarque será na madrugada de 28 para 29 de junho com retorno dia 28 de julho. Será um mês intenso, explorando um roteiro fantástico e desejado há muito tempo. Mas por enquanto, vamos fazendo coro com a atual campeã do carnaval carioca: "É segredo, não conto pra ninguém". Por enquanto pelo menos.
Aguardem novas postagens.
Texto: Marcus Saldanha

quinta-feira, 30 de julho de 2009


Estamos de volta!

Quase um mês fora de casa

6 cidades exploradas, dezenas de museus, exposições e palestras. Kilômetros percorridos de avião, ônibus, van, carro, barca, metrô, moto, bicicleta e a pé. Frio de até 8 graus. Epidemia de Gripe Suína por todos os lugares que passamos.

Chegamos e estamos bem: revigorados mentalmente, mas exaustos fisicamente.

O difícil agora é postar: são mais de duas mil fotos e o triplo de idéias. Pontuar aspectos dessa aventura significa resumir, selecionar, descartar preciosidades. Confesso que ainda não consigo. Ainda tô fruindo, sorvendo, degustando... tudo isso

aos poucos... tenham paciência.

A foto acima é da noite do meu aniversário no Aeroporto Internacional de Garulhos na volta pra casa. No dia anterior estávamos em Petrópolis, pela manhã de volta ao Rio e à noite na longa espera da conexão em São Paulo. São Luís só no dia seguinte.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

#4


Olá,

fiquei devendo, eu sei! A idéia era postar diariamente sobre o Mochilão julho 2009, mas o ritmo da viagem tornou-se frenético e os textos ficaram "corridos". Então decidi que novos posts só no final do mês, em São Luís, com a qualidade que uma grande viagem dessa merece.

Já são mais de vinte dias fora de casa: Rio de Janeiro, Paraty, Ubatuba, São Paulo, Rio novamente e Petrópolis na semana que vem para fechar o Mochilão.

São muitas histórias, vale a pena aguardar.

Marcus Saldanha
Foto: No bondinho de Santa Teresa-RJ

domingo, 28 de junho de 2009

# 3

JARDIM BOTÂNICO - UM LUGAR PARA QUASE SE ESQUECER DO TEMPO




Foto: Relógio de sol
Uma das primeiras providências de D. João VI ao desembarcar com a Corte Portuguesa no Rio de Janeiro em 1808, foi mandar construir uma fábrica de pólvoras, onde antes havia um engenho. Logo, junto à fábrica mandou fazer um horto, que deu origem ao que é hoje o Jardim Botânico. São várias coleções de bromélias e orquídeas, além de cineclube, centro cultural para apresentações artísticas, espaço Tom Jobim com parte do acervo do "Poeta Soberano", que neste final de semana estava ocupado pela exposição da vida e obra de Dorival Caymi. Local ideal para passear com a família, a criançada, fazendo uma longa caminhada durante o dia inteiro. Ao contrário do que indica o Guia 4 Rodas, paga-se 5 reais pelo bilhete de entrada, exceto para o Centro Cultural Tom Jobim .


Passeando com Ângela pelo Jardim Botânico, foi inevitável lembrar da cena de Carlota Joaquina - A Princesa do Brasil, onde D.João VI (interpretado por Marco Nanini) e D.Pedro I (Marcos Palmeiras) conversam entre as palmeiras imperiais sobre o risco de um aventureiro lançar mão do trono brasileiro.

Mas o que não saiu da minha cabeça mesmo foi o doce bilhete do "poetinha" Vinícius de Morais para Dorival Caymi. Leia:

# 2

QUINTA DA BOA VISTA



Olá,

dá pra ir caminhando do Maracanã até a antiga residência do Imperador D.Pedro II, no bairro de São Cristóvão onde fica o museu mais antigo do Brasil. Num acervo composto por seções etnográficas onde descobrimos uma peça dos Teneteharas de 1942 e outras etnias brasileiras, a seção de arqueolologia com núcleos e lascas originais da pré-história africana, asiaática e européia, além dos restos de Luzia, a "mulher mais antiga das Américas, a seção mediterrânea com a coleção da rainha TerezaCristina com escavações de Pompéia, e outros artefatos gregos e romanos e a espetacular coleção de múmias egípcias e sul-americanas.
A entrada para alunos de instituições públicas é grátis. Para os demais, apenas 3 reais.
Na foto abaixo, Marcus Saldanha com uma das várias múmias egípcias que compõem o acervo do Museu Nacional. Infelizmente o uso de flashs é proibido e a iluminação não é favorável a fotos, devido o processo de conservação deste acervo.

# 1


Olá,

senhores e senhores, bem-vindos a "magia" e as histórias do Mochilão Julho de 2009. Acompanhe os passos do Marcushistorico pelo Rio de Janeiro. Nessa primeira série de posts do final de semana, um bom começo: Maracanã, Quinta da Boa Vista, Museu Nacional, Jardim Botânico e Niterói.

MARACANÃ - A REPÚBLICA DE CHUTEIRAS

Eis o palco sagrado da República de Chuteiras, O Estádio Jornalista Mário Filho, construído para a Copa de 1950. Tem as cores do vencedor mundial daquele ano: azul e branco. Na foto, ao fundo, Jorge entretem os turistas com um show de embaixadas. A visita pelo Maracanã custa 20 reais (aceitam carteira de estudantes). Na visita guiada, acesso a parte do gramado pelos vestiários (foto) e ao sexto andar de onte temos uma vista panorâmica do estádio, salão de honra com as cadeiras onde sentaram o Papa e a Rainha Elisabeth II, tribuna de honra e as cadeiras cativas.


Aqui você paga 8 reais (também aceitam carteira de estudante) e visita uma exposição com a história da construção do Maracanã e uma breve história das conquistas da seleção brasileira (uniformes da seleção de 58, 62 e 70), de alguns craques (equipagem de Garrincha usada na copa de 1962) e da paixão pelo futebol...

...que une um flamenguista e uma vascaína.

De graça, você visita a calçada da fama imortalizando grandes ídolos do futebol brasileiro: Pelé, Garrincha, Kaká, Ronaldo, Zico, Roberto Dinamite, Raul Plasman...e a única mulher entre os marmanjos: Marta.

Texto: Marcus Saldanha
Fotos: Marcus Saldanha e Ângela Galvão

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mochilão de Julho



Olá,

"Em setembro de 1809, Sebastião Gomes da Silva Benford partiu de São Luís do Maranhão rumo ao Rio de Janeiro. (...) viagem, concluída em abril de 1810." Roteiro e Mapa da Viagem da Cidade de São Luís do Maranhão até a Corte do Rio de Janeiro. Ed. Ética, Imperatriz, MA. 2008.

Não, meu objetivo não é reconhecer o "inculto sertão" para desenvolvê-la por intermédio de boas estradas para fazer circular suas "infinitas e ricas produções". Nem vou a cavalo, de canoa e a pé com uma tropa de militares para fazer média para o Imperador, como fez o senhor Benford, no XIX. Vou de avião, com Ângela para curtir e divulgar o meu olhar/ pensar do que é o presente, o passado e o futuro do Rio. Num recorte de um professor- historiador-blogueiro que posta de cidadão comum, para cidadão comum, típico dos "Tempos Interessantes" do XXI para compartilhar experiências culturais de "infinitas riquezas" e tornar o caminho para o Rio de Janeiro mais... curto. Salve, salve a internet.

*

Ê Ângela, e pensar que amanhã dormiremos na Cidade Maravilhosa!! Um mês a partir desta quinta 25 de junho até 23 de julho curtindo o dia e a noite carioca, de Niterói, Paraty (FLIP 2009), Petrópolis e quem sabe a paulista também. Na casa de Vivi, num albergue, no centro da cidade, no Maraca (domingo tem FlaxFLU com o Imperador Adriano, Ibson, Fred), no Bairro de Santa Teresa, nas ruas da antiga Corte Brasileira, da primeira capital da República do Brasil, cenários predominantes dos livros didáticos de História, da literatura nacional, das novelas e dos filmes.


Acho que no Rio todo mundo vira personagem e tudo é cenário.


Carlota Joaquina, D.Pedro II, Cazuza, Kátia Flávia, O Bandido da Luz Vermelha, João do Rio, Vinícius de Morais, Os Meninos da Candelária, Rubem Braga, Galinho de Quintino, Dom Casmurro, Menino do Rio, Zé Carioca... Rua Nascimento Silva 107, Rua do Ouvidor, Rua Direita, Rua Matacavalos... o rio ainda é um cenário do imaginário mediado pelo que vejo, ouço ou leio, mas que somente às véspera dos 34 vou sentir em sua essência, mediado apenas pelos meus sentidos.


Rio, aí vamos nós!

Texto e foto: Marcus Saldanha