quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Lançamento do DOC Memória de Pedra



MEMÓRIA DE PEDRA- UM DOCUMENTÁRIO SOBRE A ARQUEOLOGIA PRÉ-COLONIAL NA ILHA DE SÃO LUÍS

Às vésperas das comemorações dos 400 anos de fundação da cidade de São Luís pelos franceses faz-se necessário uma reflexão sobre o passado ancestral dos primeiros habitantes, anteriores aos índios encontrados pelos europeus, denominados na literatura arqueológica pré-histórica de paleoíndios.
Estes primeiros habitantes da Ilha chegaram seguindo curso de rios, na busca de alimentos, seja de caça, coleta ou pesca. Por milhares de anos, ocuparam o que viria a ser o Maranhão. Devido ao trabalho minucioso de profissionais da Arqueologia e História é possível reconstruir parte deste acervo a partir de artefatos de pedra, utensílios de cerâmica e restos do que um dia foi moradia desses seres humanos, como por exemplo, os sambaquis.
 Infelizmente, a maior parte dessa história encontra-se enterrada no subsolo por falta de pesquisa, sendo ignorado por moradores que encontram este tipo de material e o descartam e principalmente, sem ações adequadas do Poder Público.
Neste sentido, o documentário em sua ampla capacidade de registrar experiências da realidade com liberdade e particularidades narrativas pode servir como elemento de sensibilização da sociedade na preservação do acervo pré-colonial da Ilha de São Luís, no sentido de conhecer e valorizar a “memória de pedra”, a saber, memória arqueológica pré-histórica.


Sinopse:
O filme aborda a questão do patrimônio arqueológico pré-colonial da Ilha de São Luís no ano de comemoração dos 400 anos da fundação da cidade através de depoimentos de especialistas e da comunidade que vive próximo e até sobre os sambaquis, sítios pré-coloniais onde viviam os “empilhadores de conchas” há milhares de anos, muito antes dos europeus e dos tupis. 


Informações Técnicas:
Gênero: Documentário - DVD - Colorido
Tempo: aproximadamente 40 minutos
Roteiro e Direção: Marcus Saldanha
Produção: Marcus Saldanha e Jacelena Dourado
Imagens: Rafael Pinheiro
Edição: Wesley Costa
Trilha Sonora Original: Luís Fernando Soares
Participação Especial: Celso Borges (poemas inéditos)

Sobre o autor:
Marcus Saldanha é professor de História e jornalista. Escreve no blog Marcushistorico temas ligados a viagem e cultura. Nasceu em Brasília, mas desde criança mora em São Luís. Apaixonado por viagens percorreu mais de 160 cidades do Maranhão para escrever seu primeiro livro: “História do Maranhão” lançado em 2003 por uma editora maranhense. Agora apresenta seu primeiro filme: Memória de Pedra.

O autor fala sobre o filme:
“O MEMÓRIA DE PEDRA é um filme que aborda a questão do Patrimônio Arqueológico Pré-Colonial da Ilha de São Luís - é o primeiro filme que faço e fecha um ciclo de dez anos discutindo e estudando o tema: desde a defesa da monografia de graduação no Curso de História, quando escrevi "Uma Sistematização dos estudos sobre a arqueologia Pré-Histórica no Maranhão".

A ideia incial era documentar o acervo pré-colonial maranhense, mas por falta de recursos, circunscrevi o filme a Ilha de São Luís. Por outro lado, pretendemos aproveitar o gancho das celebrações dos 400 anos de São Luís onde deve-se falar muito do patrimônio colonial, mas puxando a discussão sobre memória, identidade e patrimônio a partir do conhecimento e valorização do acervo arqueológico existente na Ilha e nem sempre respeitado e preservado. 

O vídeo conta com depoimentos do antropólogo e prof. da UFMA, Alexandre Fernandes Corrêa; do arqueólogo e diretor do centro de Arqueologia, Desusdédit Leite, e sua esposa Eliane Leite, responsável pelo setor de Educação patrimonial do Museu; do jornalista e poeta Paulo Melo Sousa; Kátia Bogéa, Superitendente do IPHAN-MA e moradores de áreas próximas aos sambaquis da Ilha de São Luís.

O DOC de aproximadamente 40 minutos, pretende fazer as pessoas olharem para o chão da memória empedrada pelo tempo, pelo cotidiano e pela constante negação. Fazer uma reflexão sobre o passado e reconhecer-se no machado de pedra (pedra de raio, pedra de corisco), seu eu ancestral, muito anterior aos 400.

SERVIÇO:

Lançamento do Documentário Memória de Pedra: Patrimônio Arqueológico Pré-Colonial na Ilha de São Luís

Dia 07 de fevereiro às 19:30

Cine Praia Grande


Entrada Gratuita

Apoio: 


Amor de Bebê, AD Life Style, Posto BR Amsterdã e Faculdade São Luís

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Filme Terra sem Chuva

O vídeo "Terra Sem-Chuva" está entre os vídeos maranhenses mais vistos até hoje. Somente pelo projeto "Vídeo Escola", já foi visto por mais de 4 mil pessoas. O vídeo é dirigido pelo jornalista Jorge Macau, e tem como ator principal o performista Uimar Jr. interpretando um louco.

Prêmios - Placa de Prata (Categoria Maranhão) - Troféu Vídeo-Escola, da Fundação Roberto Marinho -Festival Guarnicê de Cine-Vídeo (1991)
. Melhor trilha sonora adaptada (júri técnico) e pelo júri popular: melhor vídeo nacional e melhor vídeo maranhense. Recebeu ainda Menção Honrosa no Guarnicê, na Categoria Maranhão.
Apoiado em citações do filósofo Friedrich Nietzsche, o vídeo aborda questões fundamentais da vida humana, como a loucura e a lucidez. Neste trabalho, um louco foge do manicômio em busca da lucidez da cidade e, percorrendo-a, depara-se com a verdadeira loucura que lhe aparece como um "sonho" que as pessoas são obrigadas a viver, no dia a dia.
Por fim, o louco acaba retornando ao manicômio, onde poderá viver sua vida em bases mais concretas e mais acertadas. O vídeo mostra aspectos da dura realidade do Lixão do Jaracati, onde hoje está construído o São Luís Shopping Center, além de outros pontos da cidade: Rua Grande, Hospital Psiquiátrico Nina Rodrigues, Viaduto do Palácio dos Leões e casa de D. Terezinha Jansen.
PAPOÉTICO: EXIBIÇÃO DO VÍDEO TERRA SEM CHUVA e BATE PAPO SOBRE LOUCURA E LUCIDEZ

QUINTA-FEIRA – 19.01.2012, às 19 horas, no CHICO DISCOS

COM: UILMAR JUNIOR - ATOR e

MARCELO ANTUNES - PROFESSOR DO CURSO DE FILOSOFIA DA UFMA

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Hotxuá: Documentário sobre índios Krahô


Filme acompanha a vida dos índios Krahô e desvenda os mistérios do palhaço sagrado da tribo


No dia 17 de fevereiro, estreia nos cinemas de todo o país o documentário em longa-metragem “Hotxuá”, que marca a estreia na direção da atriz Letícia Sabatella e do artista plástico e cenógrafo Gringo Cardia. Distribuído pela Caliban Produções, do cineasta Silvio Tendler, o filme foi vencedor do Prêmio do Júri Popular no Festival de Tiradentes de 2009. No mesmo ano, o filme também foi apresentado no Festival de Toulouse, França.
 
O documentário faz um registro poético sobre a tribo indígena krahô, que vive em Palmas, Tocantins, no norte do Brasil. A dupla de diretores acompanhou o dia a dia dos krahô e registrou o maior e mais importante evento da tribo, a Festa da Batata, que marca a mudança da estação chuvosa para a seca e celebra a fertilidade da tribo. Nessa ocasião, também são realizados vários ritos de passagem, inclusive a oficialização de casamentos entre os nativos.
 
O projeto do filme surgiu a partir de uma demanda da própria tribo, quando os próprios índios convidaram Letícia Sabatella para realizar um registro sobre eles que, naquele momento, perceberam que seria importante documentar a sua cultura, como forma de manter viva as suas raízes. “Estive pela primeira vez na tribo em 2001, quando eu e outros atores fomos levados pelo antropólogo e indigenista Fernando Schiavini, por conta de um laboratório que fizemos para uma montagem teatral. Nessa ocasião, criei um vínculo definitivo com os Khahô. Oito anos depois, surgiu o convite”, conta a atriz.
 
Detentores de uma cultura milenar, o povo krahô é um povo sorridente, que considera a alegria um elemento-base de sua sociedade e designa entre seus líderes um sacerdote do riso: o hotxuá, um palhaço sagrado, que é profundamente respeitado pela tribo.  Assim como a figura clássica do palhaço, eles usam a força do humor e do riso para fortalecer a autoestima do povoado, garantindo a sua cultura milenar. Brincando e animando o espírito da aldeia, os hotxuá dissipam disputas, lembram o desapego à ganância, falam o que os outros calam, ensinam o certo ao agir de forma errada e desmistificam o erro.
 
Para conseguir traduzir a poesia contida na cultura krahô e sua cultura ecológica, democrática, preocupada com a diversidade e a preservação ambiental, Letícia e Gringo se inseriram na aldeia, onde liberaram a câmera e captaram mais de 70 horas de filmagem. Os diretores colheram depoimentos dos índios (em merrim, sua língua nativa, e em português), que falam sobre as crenças e o estilo de vida que sustentam e como mantém íntegra a sua sociedade, cuja concepção de mundo é o equilíbrio entre forças opostas e o respeito à diversidade.
 
O documentário também acompanha a rotina do palhaço sagrado Aprakt, mestre dos hotxuás e estrela da festa. Dentre seus muitos afazeres na realização do ritual, o grande líder dos krahô é responsável por garantir que, no momento mais esperado da festa, todos da aldeia possam rir a valer com a apresentação dos hotxuás em torno da fogueira. Após os festejos, os caciques debatem sobre seus problemas e as ameaças que preocupam a tribo. Aprakt toma posição de enfrentar esta ameaça. Com o apoio da tribo, sua tarefa é fazer com que o Kupen (o homem que vem de fora da aldeia com suas máquinas visando o lucro imediato) seja lembrado de sua irmandade com a natureza e com os Krahô.
 
Os índios Krahô não entendem o desamor entre vizinhos e prezam o bem-estar do próximo. Pensam no futuro, mas não permitem que o medo os paralise. Riem e seguem em frente. Gentilmente, da forma orgânica que compreendem o mundo, os krahô vão compartilhando seus costumes, histórias, preocupações e crenças. E, pouco a pouco, a mágica do estilo de vida e da estrutura dessa sociedade vai se revelando.
 
 
Sobre os índios Krahô
Os índios Krahô também são conhecidos por outras tribos como “Os Senhores do Cerrado”, a grande floresta de savana brasileira, que eles lutam para preservar e manter intacto. Os Krahôs têm dois caciques, cada um representando um partido. Duas vezes por dia, promovem uma corrida de toras entre os partidos, para garantir o equilíbrio do ambiente. É importante que nenhum deles ganhe sempre e que a competição seja motivo de fortalecimento e união para todos.
 
Três crenças são primordiais na cultura Krahô: a harmonia da Natureza, a força das plantas e a celebração à vida. Eles consideram que a natureza se divide entre o partido do sol (wakmiyé) e o partido do úmido (katamiyé) e as duas forças são complementares.  Os Krahô acreditam que as plantas foram presente de Caxekwyj, uma estrela que veio do céu e trouxe as sementes. Depois, a estrela se transformou em moça e ensinou o povo a plantar e comer os frutos da terra. Um dia, um índio chegou à roça e as plantas estavam dançando e elas o ensinaram a festejar.
 
Apesar de toda alegria, a tribo krahô também sofre. Eles temem o cultivo desmedido da soja que promove o desmatamento das áreas no entorno do cerrado onde fica a reserva indígena, destruindo a paisagem sagrada e rica de diversas espécies de animais e plantas nativas. Lamentam o uso de agrotóxicos que envenenam os animais, a terra e as águas e se preocupam com a possível construção de uma barragem que pode alagar os terrenos férteis e acabar com a agricultura deles e da população ribeirinha. Não entendem o motivo da ganância que leva os homens a quererem extrair mais da Terra, exaurindo-a.
 
Sinopse – Hotxuá
Registro poético sobre a tribo indígena krahô, um povo sorridente que designa um sacerdote do riso, o hotxuá, para fortalecer e unir o grupo através da alegria, do abraço e da conversa. Acompanhando o dia-a-dia da aldeia no Norte do Brasil, o filme colhe depoimentos dos índios, em sua língua nativa e em português. Eles falam sobre as crenças e o estilo de vida que sustentam e mantém feliz essa sociedade cuja concepção de mundo é o equilíbrio entre forças opostas e o respeito à diversidade.
Ficha Técnica - Hotxuá
Um projeto Kapey União das Aldeias Krahô!
Produzido por: Pedra Corrida Produções e Letícia Sabatella
Distribuído por: Caliban Produções Cinematográficas
Direção: Letícia Sabatella e Gringo Cardia
Produção: José Gonzaga Araújo
Roteiro: Letícia Sabatella, Gringo Cárdia, Alessio Slossel e Povo Krahô
Editor: Quito Ribeiro
Fotografia: Sylvestre Campe
Som Direto: Heron Alencar, Bruno Espírito Santo e Denilson Campos
Trilha Sonora Original: Paulo Santos
Indigenista: Fernando Schiavini
 
Informações Técnicas - Hotxuá
Gênero: Documentário
Ano de produção: 2009
Duração:
 70 minutos
Formato: HDCAM
Classificação indicativa: verificar classificação
Idioma: Português e merrim
Subtítulo: português
Som: dolby digital 5.1
Cor:
 colorido

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Sávio Araújo Lança CD no Projeto Papoético



Apontado como um dos grandes instrumentistas brasileiros da atualidade, o saxofonista maranhense Sávio Araújo se encontra em São Luís, e lançará hoje, no Papoético, seu CD “Free Minds”. Sávio já se apresentou em vários países da Europa (Bélgica, Austrália, França, Suíça, Suécia, Portugal) e em Marrocos, tendo participado de festivais importantes como o de música instrumental de Sevilha (Espanha).

Sávio Araújo nasceu São Luís e começou a estudar música em 1978, na Escola de Música do Maranhão. Em 1980 se transferiu para o Rio de Janeiro, e ali morou durante seis anos. Em 1987 foi para a Alemanha, onde morou até o ano seguinte. Em 1989, transferiu-se para Portugal, e ali morou até o ano de 2010, retornando após essa data para o Brasil. No momento, vive no circuito São Luís, Rio de Janeiro, Europa, fazendo a sua base, contudo, em São Luís, a partir de agora.

No âmbito dessa dinâmica, Sávio vai divulgando a sua obra solo, iniciada em 1983, quando ele gravou seu primeiro CD, “Brasiliando”. Em seguida vieram outros discos, tais como “Sávio Araúo Live Quartet”, no qual são interpretados temas de Charlie Parker e Thelonius Monk, dentre outros; na obra, Sávio Araújo demonstra uma sensibilidade ímpar. Ele “bebeu, efetivamente, das melhores fontes - Charlie Parker, Art Pepper, John Coltrane, nomeadamente. Dominando tanto o alto como o soprano, Sávio mostra-se um imporvisador de talento num programa inteiramente preenchido por «standards»", como sobre ele se manifestou a crítica, em 1995. A obra integra uma discografia de 14 Cd’s já lançados pelo saxofonista maranhense.

Dentre os discos lançados, como “For You”, produção independente no qual interpreta músicas de Phil Collins, Frank Sinatra e Sting, Sávio navega por vários ritmos. “Toco músicas internacionais, invisto pelo experimental, contemporâneo, toco jazz, free jazz, então já frequentei vários estilos musicais e, cada vez mais, busco novos horizontes; agora mesmo, por exemplo, estou articulando um projeto, em parceria com um amigo, no qual pretendemos iniciar um trabalho no Centro Histórico de São Luís, a ser desenvolvido a partir de março deste ano. Ainda está em andamento, mas, imaginamos que a ideia seja um ponto de referência cultural em São Luís, no qual pretendo trabalhar em parceria com vários músicos maranhenses, enveredando pelo choro, MPB, jazz, num espaço alternativo como o Papoético, no qual se pode fazer algo diferente em São Luís”, diz Sávio Araújo.

O lançamento do CD “Free Minds”, com bate papo com Sávio Araújo, seguido de uma pequena performance musical do artista acontece hoje à noite, a partir das 19h30, no Chico Discos (rua de São João, nº 389 – A, esquina com rua dos Afogados – Centro de São Luís), em mais uma promoção do projeto Papoético. “A presença do notável artista que é Sávio Araújo em nosso projeto cultural consolida e expande a nossa proposta”, informa o poeta e jornalista Paulo Melo Sousa, coordenador do Papoético, cuja entrada é franca.


Sebo do Chiquinho: RUA DE SÃO JOÃO (ESQUINA COM RUA DOS AFOGADOS, ONDE TEM UM SEMÁFORO), 389 – A, ALTOS DO BANCO BOMSUCESSO, ENTRADA PELA RUA DE SÃO JOÃO.
 
Coordenação: Paulo Melo Sousa.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Rosa Secular II, o bis

Os compositores Chico Saldanha, Joãozinho Ribeiro e Josias Sobrinho reapresentam o tributo aos centenários Assis Valente, Ataulfo Alves, Cartola, Mário Lago, Nelson Cavaquinho e Noel Rosa e aos maranhenses Antonio Vieira, Cristóvão Alô Brasil, Dilu Mello, João Carlos Nazaré e Lopes Bogéa, apresentado em dezembro passado. 


A reprise atende a pedidos e dá-se devido ao grande sucesso do espetáculo, cuja primeira versão venceu o Prêmio Universidade FM 2011 na categoria "melhor show". 


Participações especiais de Célia Maria, Lena Machado, Lenita Pinheiro e Léo Spirro. 


Dia 14 de janeiro (sábado), às 22h, no Bar Daquele Jeito (Vinhais). Ingressos: R$ 20,00 (R$ 10,00 para estudantes com carteira).

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Exibição e debate do documentário "Memória de Pedra"



MEMÓRIA DE PEDRA- UM DOCUMENTÁRIO SOBRE A ARQUEOLOGIA PRÉ-COLONIAL NA ILHA DE SÃO LUÍS

Às vésperas das comemorações dos 400 anos de fundação da cidade de São Luís pelos franceses faz-se necessário uma reflexão sobre o passado ancestral dos primeiros habitantes, anteriores aos índios encontrados pelos europeus, denominados na literatura arqueológica pré-histórica de paleoíndios.
Estes primeiros habitantes da Ilha chegaram seguindo curso de rios, na busca de alimentos, seja de caça, coleta ou pesca. Por milhares de anos, ocuparam o que viria a ser o Maranhão. Devido ao trabalho minucioso de profissionais da Arqueologia e História é possível reconstruir parte deste acervo a partir de artefatos de pedra, utensílios de cerâmica e restos do que um dia foi moradia desses seres humanos, como por exemplo, os sambaquis.
 Infelizmente, a maior parte dessa história encontra-se enterrada no subsolo por falta de pesquisa, sendo ignorado por moradores que encontram este tipo de material e o descartam e principalmente, sem ações adequadas do Poder Público.
Neste sentido, o documentário em sua ampla capacidade de registrar experiências da realidade com liberdade e particularidades narrativas pode servir como elemento de sensibilização da sociedade na preservação do acervo pré-colonial da Ilha de São Luís, no sentido de conhecer e valorizar a “memória de pedra”, a saber, memória arqueológica pré-histórica.

Sobre o autor:


Marcus Saldanha é professor de História e jornalista. Escreve no blog Marcushistorico temas ligados a viagem e cultura. Nasceu em Brasília, mas desde criança mora em São Luís. Apaixonado por viagens percorreu mais de 160 cidades do Maranhão para escrever seu primeiro livro: “História do Maranhão” lançado em 2003 por uma editora maranhense. Agora apresenta seu primeiro filme: Memória de Pedra.

O autor fala sobre o filme:

“O MEMÓRIA DE PEDRA é um filme que aborda a questão do Patrimônio Arqueológico Pré-Colonial da Ilha de São Luís - é o primeiro filme que faço e fecha um ciclo de dez anos discutindo e estudando o tema: desde a defesa da monografia de graduação no Curso de História, quando escrevi "Uma Sistematização dos estudos sobre a arqueologia Pré-Histórica no Maranhão".

A ideia incial era documentar o acervo pré-colonial maranhense, mas por falta de recursos, circunscrevi o filme a Ilha de São Luís. Pretende-se aproveitar o gancho das celebrações dos 400 anos de São Luís onde deve se falar muito do patrimônio colonial, mas puxando a discussão sobre memória, identidade e patrimônio a partir do conhecimento e valorização do acervo arqueológico pré-colonial existente na Ilha, nem sempre respeitado e preservado. 

O filme conta com depoimentos do antropólogo e prof. da UFMA, Alexandre Fernandes Corrêa; do arqueólogo e diretor do centro de Arqueologia, Desusdédit Leite, e sua esposa Eliane Leite, responsável pelo setor de Educação patrimonial do museu; do jornalista e poeta Paulo Melo Sousa; Kátia Bogéa, Superitendente do IPHAN-MA e moradores de áreas próximas aos sambaquis da Ilha de São Luís.

O DOC de aproximadamente 40 minutos, pretende fazer as pessoas olharem para o chão da memória empedrada pelo tempo, pelo cotidiano e pela constante negação. Fazer uma reflexão sobre o passado e reconhecer-se no machado de pedra (pedra de raio, pedra de corisco), seu eu ancestral, muito anterior aos 400".

Informações Técnicas
Filme: documentário
Tempo: aproximadamente 40 minutos
Roteiro e Direção: Marcus Saldanha
Produção: Marcus Saldanha e Jacelena Dourado
Fotografia: Rafael Pinheiro
Edição: Wesley Costa
Trilha Sonora Original: Luís Fernando Soares
Participação Especial: Celso Borges (poemas inéditos)
Apoio: Faculdade São Luís

SERVIÇO

Exibição seguida de debate do documentário "Memória de Pedra"

Papoético: Chico Discos (Rua de São João, esquina com rua dos afogados, 389 – A, Altos do banco Bomsucesso).

05 de janeiro de 2012

A partir das 19 hs

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Papoético: artistas fora das estantes

Literatura
Nossos escritores fora das estantes
Ubiratan Teixeira – Academia Maranhense de Letras
Especial para o Alternativo - Jornal O Estado do Maranhão
31.12.2011

      O antipático e cruel nestes levantamentos de fim de ano sobre nossa produção cultural é o batido chavão do “já tivemos e já fizemos” que insiste em permanecer. Por falta de incentivo institucional na área da produção intelectual, quer do Estado, quer das Universidades, que são essenciais considerando-se que a venda do livro no quadro atual de consumo (e outras circunstâncias) não cobre as despesas feitas com sua produção, o artigo maranhense vai ficando escasso nas estantes das livrarias, das bibliotecas públicas e dos estabelecimentos de ensino muito embora saibamos do polpudo investimento que o Estado e as Universidades fazem na compra de obras do pior nível produzidas por editoras sem qualificação adequada, do sul do país.
      Como os programas de incentivo á publicação foram extintos, raros escritores ousaram se auto/editar. Entre os peitudos, Bento Moreira Lima com o romance “Coisas do Destino”, Vinícius Bogéa com a novela “Diário Oculto”, Américo Azevedo Neto com “Festas, Fogos, Fogueira e Fé”. José Neres lançou “Maranhão na ponta da língua” (palavras e expressões maranhenses). A Fundação Municipal de Cultura publicou 30 Anos de Xilogravura de Airton Marinho, e a EDUFMA lançou “Memórias Fantásticas da Guerra dos Mundos”, ensaio organizado pelo professor Francisco Gonçalves da Conceição, e uma obra da professora Sônia Almeida, enquanto que Wilson Marques circulou com mo excelente infantil “A lenda do Rei Sebastião e o Touro Encantado”, como selo da Mercuryo Novo Tempo, de São Paulo.
      A cultura municipal, por cima de paus e pedras, realizou o “34º Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís”, concedendo a Jorgeana Braga o prêmio Aluízio Azevedo pelo romance “A Casa do Sentido Vermelho”, o prêmio Antônio Lopes a Augusto Cássio com a obra “A Capoeira em São Luís”, e o prêmio Sousândrade, de poesia, a Samarone Marinho.
      Foram presenças significativas lantejoulando o panorama sombrio.
O grande feito do ano, no entanto, fica por conta do poeta Paulo Melo Sousa, que criou um espaço para a discussão da arte e da literatura (Papoético) no Sebo do Chiquinho, na rua de São João (Centro), onde semanalmente aconteceram encontros, debates, lançamentos de livros e discussões sobre arte e literatura.

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LUIZ CLAUDIO COMEMORA 25 ANOS DE CARREIRA
COM SHOW NO TEATRO ARTHUR AZEVEDO

‘Vinte & Cinco’ mistura ritmos maranhenses e música eletrônica e terá a participação de percussionistas paulistanos, além do tambor de crioula de mestre Leonardo.

O percussionista paraense Luiz Claudio, radicado em São Luís há mais de 30 anos, sobe ao palco do Teatro Arthur Azevedo dia 13 de janeiro para comemorar seus 25 anos de carreira. O show terá alguns convidados especiais, entre eles os percussionistas paulistanos Paulo Campos e Miriam Capua e o maranhense Wanderson Silva, além do instrumentista Mauro Farias, irmão de Luiz Claudio, e de integrantes do tambor de crioula de mestre Leonardo. Fotos de Márcio Vasconcelos serão projetadas em slideshow no cenário do espetáculo. VINTE & CINCO será gravado e transformado em DVD, dirigido por Marco Marão, para lançamento no Brasil e no exterior, em 2012.

Luiz Claudio Farias é um percussionista respeitado dentro e fora do Maranhão. Já tocou com grandes nomes da música popular brasileira como Zeca Baleiro, Naná Vasconcelos, Nelson Ayres, Rita Ribeiro e Ceumar. Em São Luís atua como instrumentista e pesquisador musical, estimulando o diálogo com percussionistas do mundo inteiro. Luiz Claudio desenvolve sua carreira incorporando ao trabalho a musicalidade e os ritmos dos grandes mestres de cultura popular maranhense.
VINTE & CINCO
Show do percussionista Luiz Claudio
Participações especiais:
Tambor de Crioula de Mestre Leonardo
Paulo Campos e Miriam Cápua (percussionistas paulistanos)
Teatro Arthur Azevedo
Dia 13 de janeiro, às 21h
Preço: R$ 20,00 (preço único): meia para estudantes e terceira idade
Produção: Pegada Produções  e Business Solutions