Os compositores Chico Saldanha, Joãozinho Ribeiro e Josias Sobrinho reapresentam o tributo aos centenários Assis Valente, Ataulfo Alves, Cartola, Mário Lago, Nelson Cavaquinho e Noel Rosa e aos maranhenses Antonio Vieira, Cristóvão Alô Brasil, Dilu Mello, João Carlos Nazaré e Lopes Bogéa, apresentado em dezembro passado.
A reprise atende a pedidos e dá-se devido ao grande sucesso do espetáculo, cuja primeira versão venceu o Prêmio Universidade FM 2011 na categoria "melhor show".
Participações especiais de Célia Maria, Lena Machado, Lenita Pinheiro e Léo Spirro.
Dia 14 de janeiro (sábado), às 22h, no Bar Daquele Jeito (Vinhais). Ingressos: R$ 20,00 (R$ 10,00 para estudantes com carteira).
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Exibição e debate do documentário "Memória de Pedra"
Às vésperas das comemorações dos 400 anos de fundação da cidade de São Luís pelos franceses faz-se necessário uma reflexão sobre o passado ancestral dos primeiros habitantes, anteriores aos índios encontrados pelos europeus, denominados na literatura arqueológica pré-histórica de paleoíndios.
Estes primeiros habitantes da Ilha chegaram seguindo curso de rios, na busca de alimentos, seja de caça, coleta ou pesca. Por milhares de anos, ocuparam o que viria a ser o Maranhão. Devido ao trabalho minucioso de profissionais da Arqueologia e História é possível reconstruir parte deste acervo a partir de artefatos de pedra, utensílios de cerâmica e restos do que um dia foi moradia desses seres humanos, como por exemplo, os sambaquis.
Infelizmente, a maior parte dessa história encontra-se enterrada no subsolo por falta de pesquisa, sendo ignorado por moradores que encontram este tipo de material e o descartam e principalmente, sem ações adequadas do Poder Público.
Neste sentido, o documentário em sua ampla capacidade de registrar experiências da realidade com liberdade e particularidades narrativas pode servir como elemento de sensibilização da sociedade na preservação do acervo pré-colonial da Ilha de São Luís, no sentido de conhecer e valorizar a “memória de pedra”, a saber, memória arqueológica pré-histórica.
Sobre o autor:
Marcus Saldanha é professor de História e jornalista. Escreve no blog Marcushistorico temas ligados a viagem e cultura. Nasceu em Brasília, mas desde criança mora em São Luís. Apaixonado por viagens percorreu mais de 160 cidades do Maranhão para escrever seu primeiro livro: “História do Maranhão” lançado em 2003 por uma editora maranhense. Agora apresenta seu primeiro filme: Memória de Pedra.
O autor fala sobre o filme:
“O MEMÓRIA DE PEDRA é um filme que aborda a questão do Patrimônio Arqueológico Pré-Colonial da Ilha de São Luís - é o primeiro filme que faço e fecha um ciclo de dez anos discutindo e estudando o tema: desde a defesa da monografia de graduação no Curso de História, quando escrevi "Uma Sistematização dos estudos sobre a arqueologia Pré-Histórica no Maranhão".
A ideia incial era documentar o acervo pré-colonial maranhense, mas por falta de recursos, circunscrevi o filme a Ilha de São Luís. Pretende-se aproveitar o gancho das celebrações dos 400 anos de São Luís onde deve se falar muito do patrimônio colonial, mas puxando a discussão sobre memória, identidade e patrimônio a partir do conhecimento e valorização do acervo arqueológico pré-colonial existente na Ilha, nem sempre respeitado e preservado.
O filme conta com depoimentos do antropólogo e prof. da UFMA, Alexandre Fernandes Corrêa; do arqueólogo e diretor do centro de Arqueologia, Desusdédit Leite, e sua esposa Eliane Leite, responsável pelo setor de Educação patrimonial do museu; do jornalista e poeta Paulo Melo Sousa; Kátia Bogéa, Superitendente do IPHAN-MA e moradores de áreas próximas aos sambaquis da Ilha de São Luís.
O DOC de aproximadamente 40 minutos, pretende fazer as pessoas olharem para o chão da memória empedrada pelo tempo, pelo cotidiano e pela constante negação. Fazer uma reflexão sobre o passado e reconhecer-se no machado de pedra (pedra de raio, pedra de corisco), seu eu ancestral, muito anterior aos 400".
Informações Técnicas
Filme: documentário
Tempo: aproximadamente 40 minutos
Roteiro e Direção: Marcus Saldanha
Produção: Marcus Saldanha e Jacelena Dourado
Fotografia: Rafael Pinheiro
Edição: Wesley Costa
Trilha Sonora Original: Luís Fernando Soares
Participação Especial: Celso Borges (poemas inéditos)
Apoio: Faculdade São Luís
SERVIÇO
Exibição seguida de debate do documentário "Memória de Pedra"
Papoético: Chico Discos (Rua de São João, esquina com rua dos afogados, 389 – A, Altos do banco Bomsucesso).
05 de janeiro de 2012
A partir das 19 hs
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Papoético: artistas fora das estantes
Literatura
Nossos escritores fora das estantes
Ubiratan Teixeira – Academia Maranhense de Letras
Especial para o Alternativo - Jornal O Estado do Maranhão
31.12.2011
O antipático e cruel nestes levantamentos de fim de ano sobre nossa produção cultural é o batido chavão do “já tivemos e já fizemos” que insiste em permanecer. Por falta de incentivo institucional na área da produção intelectual, quer do Estado, quer das Universidades, que são essenciais considerando-se que a venda do livro no quadro atual de consumo (e outras circunstâncias) não cobre as despesas feitas com sua produção, o artigo maranhense vai ficando escasso nas estantes das livrarias, das bibliotecas públicas e dos estabelecimentos de ensino muito embora saibamos do polpudo investimento que o Estado e as Universidades fazem na compra de obras do pior nível produzidas por editoras sem qualificação adequada, do sul do país.
Como os programas de incentivo á publicação foram extintos, raros escritores ousaram se auto/editar. Entre os peitudos, Bento Moreira Lima com o romance “Coisas do Destino”, Vinícius Bogéa com a novela “Diário Oculto”, Américo Azevedo Neto com “Festas, Fogos, Fogueira e Fé”. José Neres lançou “Maranhão na ponta da língua” (palavras e expressões maranhenses). A Fundação Municipal de Cultura publicou 30 Anos de Xilogravura de Airton Marinho, e a EDUFMA lançou “Memórias Fantásticas da Guerra dos Mundos”, ensaio organizado pelo professor Francisco Gonçalves da Conceição, e uma obra da professora Sônia Almeida, enquanto que Wilson Marques circulou com mo excelente infantil “A lenda do Rei Sebastião e o Touro Encantado”, como selo da Mercuryo Novo Tempo, de São Paulo.
A cultura municipal, por cima de paus e pedras, realizou o “34º Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís”, concedendo a Jorgeana Braga o prêmio Aluízio Azevedo pelo romance “A Casa do Sentido Vermelho”, o prêmio Antônio Lopes a Augusto Cássio com a obra “A Capoeira em São Luís”, e o prêmio Sousândrade, de poesia, a Samarone Marinho.
Foram presenças significativas lantejoulando o panorama sombrio.
O grande feito do ano, no entanto, fica por conta do poeta Paulo Melo Sousa, que criou um espaço para a discussão da arte e da literatura (Papoético) no Sebo do Chiquinho, na rua de São João (Centro), onde semanalmente aconteceram encontros, debates, lançamentos de livros e discussões sobre arte e literatura.
25
LUIZ CLAUDIO COMEMORA 25 ANOS DE CARREIRA
COM SHOW NO TEATRO ARTHUR AZEVEDO
‘Vinte & Cinco’ mistura ritmos maranhenses e música eletrônica e terá a participação de percussionistas paulistanos, além do tambor de crioula de mestre Leonardo.
O percussionista paraense Luiz Claudio, radicado em São Luís há mais de 30 anos, sobe ao palco do Teatro Arthur Azevedo dia 13 de janeiro para comemorar seus 25 anos de carreira. O show terá alguns convidados especiais, entre eles os percussionistas paulistanos Paulo Campos e Miriam Capua e o maranhense Wanderson Silva, além do instrumentista Mauro Farias, irmão de Luiz Claudio, e de integrantes do tambor de crioula de mestre Leonardo. Fotos de Márcio Vasconcelos serão projetadas em slideshow no cenário do espetáculo. VINTE & CINCO será gravado e transformado em DVD, dirigido por Marco Marão, para lançamento no Brasil e no exterior, em 2012.
Luiz Claudio Farias é um percussionista respeitado dentro e fora do Maranhão. Já tocou com grandes nomes da música popular brasileira como Zeca Baleiro, Naná Vasconcelos, Nelson Ayres, Rita Ribeiro e Ceumar. Em São Luís atua como instrumentista e pesquisador musical, estimulando o diálogo com percussionistas do mundo inteiro. Luiz Claudio desenvolve sua carreira incorporando ao trabalho a musicalidade e os ritmos dos grandes mestres de cultura popular maranhense.
VINTE & CINCO
Show do percussionista Luiz Claudio
Participações especiais:
Tambor de Crioula de Mestre Leonardo
Paulo Campos e Miriam Cápua (percussionistas paulistanos)
Teatro Arthur Azevedo
Dia 13 de janeiro, às 21h
Preço: R$ 20,00 (preço único): meia para estudantes e terceira idade
Produção: Pegada Produções e Business Solutions
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Memória de Pedra e Poesia
Andei sumido do blog esses dias sem contar as novas do filme e vocês hão de compreender que a vida anda corrida. Fazer um Doc de 13 minutos não é tão fácil quanto parece, sobretudo no que diz respeito a fase da montagem: definir as falas e a ordem das entrevistas é um martírio, principalmente quando você não domina as técnicas de edição.
Não teremos trilha sonora original e nem animação como havia planejado no início do projeto, por outro lado teremos um poema inédito feito exclusivamente para o filme e com áudio do próprio autor. Isso mesmo, o DOC vai contar com a participação do poeta e jornalista Celso Borges. O cara somou mesmo, primeiro quando cedeu um poema e depois quando optou em produzir um texto novo com a temática do filme costurando os blocos. Desta forma, fazemos um link com o Doc Jardins Suspensos de Euclides Neto nos anos 80 e ao mesmo tempo mantemos a conexão com a fala/escrita contemporânea de Celso, um dos intelectuais mais atuantes/parceiro para a minha geração.
Celso Borges é conhecido de longa data, mas somente depois da oficina do SESC Guajajaras em 2009 estabelecemos contato constante. Sua disponibilidade e carisma são traços marcantes, não à toa o chamavam de Santo Expedito - o das causas impossíveis.
Decidi incluir todas entrevistas como uma espécie de bônus no final do filme, seria um desperdício usar apenas minutos e não disponibilizar os depoimentos de Desudédith Leite, Alexandre Correa e Paulo melo de Sousa sobre arqueologia, patrimônio e Jornalismo Científico.
Por outro lado, nos desculpamo-nos novamente com o professor Alexandre Correa em relação ao furo na III Semana de Estudos Culturais dia 18 de novembro, quando haveria um pré-lançamento do DOC, mas que não foi possível uma vez que o filme deve permanecer inédito até sua exibição na Faculdade São Luís por conta de ser uma peça prática de um projeto experimental.
A turma da Ilha que trabalha com edição e montagem de filme que quiser pode meter a colher no angu do Memória de Pedra, tudo que somar será bem-vindo.
Abaixo mais nomes para a lista de DOCs que estão influenciando a obra:
Jardins Suspensos (não sei se já publiquei este link do vídeo poema de Euclides Moreira Neto sobre poema de José Chagas- a ideia inicial era o próprio Euclides ler o poema no memória de Pedra para fazer o link )
Bode Rei, Cabra Rainha - (Trilha Sonora Original perfeita)
Cabra Marcado para morrer
DElibáb (a leitura inicial do poema por Vítor Ramil)
Café Literário: a escrita do romance
café Literário com a presença de RONALDO COSTA FERNANDES, CONSAGRADO ESCRITOR MARANHENSE QUE GANHOU O PRÊMIO INTERNACIONAL CASA DAS AMÉRICAS COM O ROMANCE " O MORTO SOLIDÁRIO" , PUBLICADO NO BRASIL PELA EDITORA REVAN E QUE HÁ DOIS ANOS GANHOU O PRÊ MIO DE POESIA DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS e José Ewerton Neto no Odylo Costa Filho dia 29 de novembro às 18:30.
Bode Rei, Cabra Rainha
Papoético – Com a cineasta Helena Tassara (SP). Exibição do filme ‘Bode Rei, Cabra Rainha’, seguido de bate-papo.
Quinta-Feira, 24 de novembro, às 19h 30
O documentário prioriza como personagens o bode e a cabra, e inclui a fala de criadores, artistas populares, comerciantes e outras figuras cuja vida está profundamente ligada a esses animais, como o escritor Ariano Suassuna e Manelito Dantas, com participação de Zeca Baleiro, dentre outros artistas, na leitura e interpretação de textos. A música original é de Fabio Tagliaferri e Paulo Tatit.
A proposta da diretora, Helena Tassara, foi a de realizar um documentário divertido e rico, pontuado por histórias reais ou imaginárias, para ilustrar a essência da personalidade de seus protagonistas e a sua relação com os homens e mulheres nordestinos.
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