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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Melhor Idade

Grupo da Clínica Eldorado dança ao som da Infinity Jazz Band

Apresentação do Coral da UNITI

O maestro Jim Howard III, Amara Lucena e o presidente do Jornal o Imparcial Pedro Freire
Amara Lucena já apresentou por mais de um ano o programa Melhor Idade na TV Cidade (afiliada Record no Maranhão). Alcançou 36% de audiência batendo o Esporte Espetacular da TV Globo, nas manhãs de domingo. A idéia do programa era a inclusão social, tirar o idoso de dentro de casa. Apesar do sucesso e das várias campanhas de arrecadação de fraldas geriátricas e alimentos para o Asilo de Mendicidade o programa dedicado ao idoso saiu do ar por falta de patrocínio. "O pessoal esquece que os idosos pagam faculdade para os filhos e netos, compram remédios, consomem plenamente", ressalta a apresentadora que não se desligou do seu público. Visita grupos, promove e participa de eventos, busca parcerias para projetos. Ano passado oraganizou o Rei Momo Idoso que deve ter seu repeteco em 2010 e na sexta-feira passada 11/12, no Cine O Imparcial, Amara Lucena coordenou as apresentações do Coral da UNITI com as tradicionais canções natalinas, da Infinity Jazz Band que impressionou com os arranjos natalinos do maestro Jim Howard III e do Grupo da Cínica Eldorado.

Foi uma festa de dar inveja. Com média de 60 a 90 anos as senhoras de vestidos de bolinhas e os senhores com suas jaquetas à James Dean têm fôlego de sobra para dançar e cantar ao som de jazz, fox-troter e até música natalina.
Queremos Melhor Idade na TV de novo

Texto e fotos: Marcus Saldanha

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Maranhenses in Jazz

No programa do espetáculo Maranhenses in Jazz, entregue ao público que compareceu ontem (18) ao Teatro Arthur Azevedo constava um breve realese da Infinity Jazz Band, a lista de músicos, convidados e as 12 canções do repertório ensaiadas especialmente para a apresentação. Nele havia ainda, um destaque para a fala do maestro, arranjador e trompetista norte-americano, radicado no Maranhão, Jim Howard III:
" O jazz não é apenas técnica, notas agudas ou tocar muito rápido. O jazz é um estado de espírito. Ele vem de dentro da alma."
Formada desde 2004 , a Infinity Jazz Band é mantida pelo Instituto Sócio Educacional Sonhos Através da Música (ISESAM) - entidade filantrópica que luta com dificuldades para propagar o jazz no Maranhão e que aos poucos, com apresentações soberbas da banda, e algum apoio financeiro, começa a receber o reconhecimento que merece.
Atualmente composta por 17 jovens músicos dedicados são capazes de nos matar da boa inveja enquanto executam jazz, mpb, soul ou salsa, trocam olhares entre si e o exigente maestro, improvisam, fazem "paradinhas"ou uma discreta coreografia e esbajam talento na acústica do teatro onde se apresentam na banda, pela primeira vez.
No repertório da apresentação, dez canções instrumentais, incluindo uma versão de "Billie Jean" e cinco com convidados de peso - Nonato Soeiro, Carlos Pial (percussão em "Sometimes" e "Tequila", respectivamente); João Neto (flauta em "Light as a Teather"); Coral São João em "Smiles" - versão português e inglês e Mila Camões ("Mas Que Nada"). O maestro ainda soltou a voz na sua composição "All The Way".
Na privilegiada condição de público, um testemunho do que são capazes: deixar no ar, um puro estado jazz de espírito.
Texto: Marcus Saldanha
Foto: Ângela Galvão

terça-feira, 13 de outubro de 2009

"A Encruzilhada" nos Lençóis Maranhenses

Há quem não lembre de um dos clássicos da "sessão da tarde" nos anos 80?
O filme "A Encruzilhada" de 1986 conta a história de um jovem guitarrista, um velho gaitista e a lenda de um pacto com o diabo para a música perfeita.

Nos Lençóis Maranhenses em Barreirinhas , amantes da música estudada viveram um verdadeiro "crossroads", guiados pelo desejo do som perfeito, no meio de um deserto musical, para testemunhar a semente de um festival de jazz e blues que pretende ter vida longa

Santo de Casa

Na abertura do festival o maranhense Jair Torres esbanjou competência e técnica na guitarra fluindo com seu trio, "Pisa na Fulô", "Tico-Tico no Fubá" e até "Glória, Glória Aleluia"na pegada jazz e blues. A "galera de fora" ficou de queixo caído. É santo de casa, mesmo!


O Professor

O trompetista e cantor nova iorquino radicado no Maranhão Jim Howard III apresentou composições próprias e clássicos mundiais, como "Yesterday" dos Beatles. Mas surpreendeu mesmo quando desceu do palco e cortejou o público seguido da Infinity Jazz Band. (foto)

Olho nesse cara, ele tá formando um cena jazz com a garotada! "O professor Jim Howard III estava morando em Belém e lá o cenário é bem desenvolvido. Ele veio para o Maranhão decidido a formar uma banda. Aqui o pessoal tá começando a curtir bastante jazz e blues", disse o trompetista Domingos da Infinity Jazz Band e Banda Menino Jesus das Mercês, que acompanhará Jim Howard com mais 16 músicos no Teatro Arthur Azevedo no dia 18 de outubro.
Engels Espíritos - Armado e Perigoso

O músico brasiliense, apresentou-se armado com um arsenal de gaitas Bends Harmônicas e um repertório venenoso, didático e transcendental com canções celtas - origem da gaita; mistura do celta com o country; country com blues; blues com progressão; realejo nordestino; jazz e baião.
Sua apresentação foi quase uma paródia de o "Flautista Mágico" na versão gaita, que hora transmutava-se de um acordeon, hora de pífano.

O inquieto Engels fez sua ainda sua gaita duelar com uma sanfona, tocar samba e rock. No final um pedido: " Apoiem a música estudada, verdadeira, apoiem o festival!" encerrou Engels Espíritos tocando um dos clássicos do guitarrista Steve Vai "For The Love Of God".

O Público Se Viu?

Edson Travassos acompanhado do baixista Samir Aranha e do baterista Oliveira Neto tocaram sons norte americanos dos anos 50 e composições próprias no bom português. A moçada se identificou com as canções "Endividados" e " Eu Encho a Cara". O cara já foi premiado no concurso nacional de bandas do programa "Ultrasom" com clip veiculado na MTV. "Sou endividado pago quando puder" diz o refrão da música de maior sucesso no festival.
Os caras continuaram no palco para acompanhar a "fera" do festival: o cantor e gaitista carioca Jefferson Gonçalves.

O Trem da Encruzilhada

Aí então moçada, quem tinha viajado 250 km até Barreirinhas e abriu mão das belezas naturais para ficar inteiro à noite, chegou cedo no Lençóis Resort, teve a certeza de que estava testemunhando uma cena musical rara.



Jefferson Gonçalves (foto) influenciado por Bob Dylan, Jackson do Pandeiro e Luís Gonzaga, fez o público viajar de trem até a "Encruzilhada". No filme o mestre diz ao garoto: você será um bom músico quando conseguir tocar o som do trem. Com mais de 17 anos de estudos Jefferson Gonçalves, não só toca o trem como mistura música nordestina com blues. E assim parece ter encontrado a canção mítica buscada no filme. Como? Ele responde: " O mesmo sentimento do cara plantando algodão no sul dos Estados Unidos vejo na mulher que lava roupa na beira do rio aqui no Brasil. Foram apenas navios diferentes", numa referência as raízes do blues norte-americano e da tradição musical nordestina.
O músico liderou uma Jam Forró Blues Session. (foto)


O aprendiz virou mestre e hoje coordena um projeto que forma músicos na cidade cearense de Guaramiranga, além de realizar várias oficinas e cursos Brasil afora.

E as Jams Sessions?

Canja do mestre da cena jazz e blues maranhense, o velho e bom Augusto Pelegrine com Edson Travassos, Oliveira Neto, Samir Aranha (O Harry Potter) e Jefferson Gonçalves.

"Fazendo Chover" nos Lençóis Maranhenses


No encerramento do Festival o percussionista Luís Claúdio "fez chover"sons e ritmos através de vários instrumentos entrelaçados por sons eletrônicos, propondo assim, o diálogo do festival temático com outros sons.

Vida Longa ao Lençóis Jazz e Blues Festival



O festival surgiu inspirado no Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga que esse ano completou sua décima edição. Nesse sentido, fez falta a garotada descolada, cheia de vibe, os campista que agitam a cidade, os músicos da cena local para compor as Jams Sessions. Mas vá lá! É a penas a semente de um festival que pretende ter vida longa e que nas palavras de Patrícia Santiago, assessora de imprensa do evento que traduz o sentimento de seus organizadores Tutuca e Ivaldo Guimarães: "O festival é um projeto de desenvolvimento social, não é apenas um show". Que Assim seja, ou como diziam os romanos -Amém.

Texto: Marcus Saldanha
Fotos: Ângela Galvão e Marcus Saldanha