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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Revista Pitomba n.2

UMA ALMA APERFEIÇOADA É UMA ARMA

É NISSO QUE SE APÓIA TODA A ESPIRITUALIDADE HUMANA

A MELHOR COISA QUE PODEMOS NOS TORNAR É UMA BOMBA

Pitomba é uma revista com 44 páginas e tiragem de 500 exemplares. Sem periodicidade, privilegia a produção de artistas contemporâneos das regiões Norte-Nordeste, poetas, prosadores, artistas plásticos, músicos, ilustradores, quadrinhistas e fotógrafos de fora do centro do mapa cultural brasileiro. Editada por Bruno Azevêdo, Celso Borges e Reuben da Cunha Rocha.

Pitomba, a segunda, que não é necessariamente a número dois, tem capa assinada por Gabriel Góes, traduções de Reuben da Cunha Rocha, quadrinhos de Bruno Azevêdo e Rafael Rosa, fotos de Marília de laroche, poemas de Luís Inácio, Micheliny Verunschk, Carlos Loria,Tazio Zambi e Dyl Pires, e textos de Celso Borges e Flávio Reis, entre outros. O projeto gráfico é de Bruno Azevêdo, com colaboração de Celso e Reuben. A revista sai com o apoio da livraria Poeme-se.



Serviço:


Lançamento da Revista Pitomba n.2


sexta, 2 de setembro · 19:00 - 22:00


Bar do Porto



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A Feira do Livro Possível

Assim os entrevistados do Blog Marcus Historico avaliaram a 3a Feira do Livro de São Luís que acabou no domingo (29/11) e custou aproximadamente 2 milhões de reais. Foi possível trazer o José Louzeiro que debateu sobre cinema e literatura; a atriz e escritora Leona Cavalli que lançou seu livro "Caminho das Pedras" e atendeu pedido de fotos; Márcio Pascoal que além do livro sobre o maranhense João do Vale, esgotado, falou do imperdível "A Maconha está Bêbada" e Chico César com o lançamento do seu livro de poesias.
Ferreira Gullar, não veio, não foi possível. Em depoimento gravado e apresentado ao público na abertura da feira declarou que evita viajar de avião. Falou ainda da distância Rio-São Luís: "É metade de uma viagem a Europa! (risos)".
A programação da feira atendeu o tema proposto Diversidade Literária na Capital Brasileira da Cultura - lançamento de livros literários, técnicos e científicos, palestras e debates com temas diversos e atrações culturais locais. Tudo dentro do possível. Mas faltou um site ou blog oficial com a programação.
Porém, a atração principal - os livros!!!
Os livros ficaram em exposição nos stands cedidos para os livreiros no Espaço Cultural, mesmo local onde aconteciam as apresentações culturais. No site Elo li a notícia de que a feira foi visitada por mais de 200 mil pessoas - é possível - e que o volume de comércio de livros foi em torno de 2,8 milhões de reais, segundo o presidente da Associação de Livreiros do Maranhão, Milton Lyra.
Conversando com o livreiro Arteiro - Livraria Athenas - soube que as vendas realmente foram boas, mas em seu blog, Arteiro reclama dos apagões e do calor nos setores 5 e 6 do Espaço Cultural. Outra reclamação foi quanto a cota de 512 mil reais dada pela prefeitura para a compra de livros na feira para as bibliotecas: "Soube de gente que ganhou mais do que outro. Acho que se foi uma cota da prefeitura, deveria ter sido gasta de forma igual. A compra deveria ser feita através da Associação de Livreiros e dividida de forma justa". Quanto ao espaço, Arteiro afirmou que os livreiros preferiam pagar e ter mais conforto e segurança. Além disso, o livreiro chamou atenção para o número reduzido de livrarias e algumas ausências importantes, tais como a Editora da UNESP, Cortez, Livraria Francesa e a Livraria da Biblioteca Nacional.
Os apagões realmente foram os convidados indesejados. Durante a apresentação do poeta Celso Borges "A Posição da Poesia é a Oposição" na sexta, (27) foram três. Ouvi gente gritando: Vamos roubar livro! Imagine o desespero dos livreiros.
Apesar de tudo valeu a pena. Concordo mais uma vez com Arteiro em seu contraponto ao blogueiro Décio Sá: "O Marafolia não é (e nem deve ser) o maior evento do Maranhão. Alguém já disse que um país se faz com homens e livros".
E advinha qual foi o livro mais vendido da feira: Honoráveis Bandidos - Palmério Dória - custava 30 reais e o estoque, nos últimos dias, já estava reduzido.
E enquanto os confrades da Academia Maranhense de Letras se confraternizavam no Café Literário, Bruno Azevedo inovava com o anti-lançamento do seu livro "Breganejo Blues". Na Casa do Escritor Maranhense Bruno profetizou: "O livro não vai acabar, mas vai virar fetiche". Sendo assim, o fetiche está à venda por apenas 15 reais, mas pode ser baixado, com recomendação do autor na internet gratuitamente. Valeu Bruno!!!
Ousada também é a moçada do Projeto Iconografias do Maranhão do curso de Desenho Industrial da UFMA coordenado pela professora/pesquisadora Raquel Noronha. A idéia é promover uma inovação na cadeia produtiva da cultura através do reconhecimento das manifestações culturais como um bem patrimonial. Partindo disso estão constituindo um acervo digital, criação de produtos e peças gráficas, exposições e um livro, tudo em parceria com 12 grupos da cultura tradicional afro-maranhense no Estado. O livro custa 30 reais, mas também pode ser baixado gratuitamente na internet.
Não é jabá não, o stand da Vale montado pela Quadrante Design estava muito bem elaborado. O Beco do Viera recriava um dos cenários favoritos do cantor/compositor maranhense Antônio Vieira. Objetos pessoais estavam bem situados com as imagens, a reprodução do chão de paralelepípedos e a banca de revista que o artista frequentava.
Então ficam os contatos, as informações, os livros comprados e a placa que recebi pelo debate que propus sem grandes pretensões, mas que parece ter dado certo. E só para lembrar, minha lista de sugestões de convidados para a 3a Feira do Livro, postada em 20 de agosto, fica desde já valendo para a próxima. Se for possível, Claro!
Texto: Marcus Saldanha